Por paulo.gomes
Amarildo desapareceu no dia 14 de julho%2C após abordagem policialEfe

Rio - Os 25 policiais militares acusados de tortura e desaparecimento do pedreiro Amarildo, em julho do ano passado, começarão a serem ouvidos a partir das 14 horas, desta quinta-feira. A audiência de instrução e julgamento, será no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), no Centro.

O Ministério Público arrolou 19 testemunhas de acusação e 20 foram indicadas pela defesa. Os policiais envolvidos no caso respondem pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual, omissão imprópria e formação de quadrilha.

Amarildo desapareceu após ser levado por policiais militares para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em julho do ano passado, para averiguação de envolvimento com o tráfico.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, aponta que o tenente Luiz Medeiros, o sargento Reinaldo Gonçalves e os soldados Anderson Maia e Douglas Roberto Vital torturaram o ajudante de pedreiro. Outros policiais militares, entre eles o major Edson Santos, antido comandante da UPP da Rocinha, são acusados de fazer vigília da base, no momento do ato, e de serem omissos, por não terem impedido a tortura.

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