Policiamento é reforçado na madrugada após desocupação no Engenho Novo

Após dia de confronto entre PM e moradores da 'Favela da Telerj', madrugada foi de aparente tranquilidade em bairro da Zona Norte

Por tiago.frederico

Rio - A madrugada deste sábado foi de aparente tranquilidade no bairro do Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, após confrontos durante a desocupação pela PM do terreno da empresa de telefonia Oi, na manhã de sexta-feira. Policiais do 3º BPM (Méier) com o apoio dos batalhões de Choque e de Operações Policiais Especiais (Bope) ficaram baseados entre o Largo do Jacaré e a Rua Souza Barros. Não há informações de registro de incidentes.

Os PMs ficaram concentrados principalmente na Rua Dois de Maio, onde está localizado o terreno de seis mil metros quadrados, que tinha sido invadido há 11 dias. Eles tiveram a atenção especialmente voltada para a entrada da Favela do Rato Molhado. Durante a confusão do dia anterior, houve disparos, arrmessos de pedras e garrafas contra os PMs, que responderam com bombas de efeito moral.

No Largo do Jacaré, onde há um ponto de mototaxista e grande movimento nas madrugadas de sexta-feira, dois profissionais aguardavam por passageiros. Nas ruas, poucos pedestres foram vistos circulando.

Na Cidade Nova, região central do Rio, um grupo de invasores do terreno, que protestaram na Avenida Presidente Vargas à tarde, dormia sobre o gramado em frente a sede administrativa da Prefeitura do Rio, por volta das 2h. PMs em cinco viaturas reforçavam a segurança do local. A polícia afirmou que cerca de 1.500 pessoas foram retiradas durante a desocupação. Os invasores, porém, afirmaram que o número no local chegou seis mil.

Durante os confrontos de sexta-feira, ônibus, caminhões e viaturas, além de andares dos prédios ocupados, foram incendiados, carros de reportagem, bancos e lojas foram depredados. Ruas dos bairros do Cachambi, Engenho Novo e Jacaré foram fechadas. O comércio não funcionou. Dezenove pessoas ficaram feridas, sendo nove PMs e quatro crianças. Os manifestantes denunciaram truculência e agressões por parte de PMs.

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