Rio - O dito popular de que os opostos se atraem parece não se aplicar aos donos e seus animais de estimação. Não se sabe se é inconsciente ou não. O fato é que na hora de levar um bichinho para casa, as pessoas tendem a escolher raças e espécies que sejam a “cara do dono” e com as quais tenham afinidade. Pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, constatou que assim como num relacionamento amoroso, as semelhanças contam mais pontos do que as diferenças. Cientistas chegaram à conclusão de que o comportamento e até o nome dos animais refletem a personalidade de seus donos.
Um outro estudo coordenado pela Universidade Bath Spa, nos Estados Unidos, observou que pessoas extrovertidas preferem cães amáveis como labradores e golden retrievers. Já os animais pequenos, como chihauhuas são os mais procurados por pessoas mais criativas. Pesquisadores da Universidade Carroll, também nos EUA, descobriram que as pessoas que preferem os cachorros são, em geral, mais sociáveis e ativas, enquanto os donos de gatos tendem a ser mais sensíveis e introvertidos, porém com uma mente aberta à mudanças que os leva a quebrar regras sociais.
A escolha do pet está relacionada ao próprio ambiente onde as pessoas gostam de estar. Quem prefere os cães, encontra no animal uma ótima oportunidade para sair de casa, andar em parques e encontrar outros donos de cachorros. Como os felinos não precisam ser levados para passear, os donos costumam passar mais tempo em casa, lendo um livro ou assistindo a um filme. “Realmente sou meio parecido com meus gatos. Sou um cara muito caseiro. Gosto de ficar em casa compondo e tocando baixo e violão. Eles me fazem companhia. São minha plateia”, brinca o músico Igor Guerreiro, 43 anos, que tem oito gatos.
A companhia ‘certa’ para cada perfil
Para mostrar como cães e donos são muito parecidos, pesquisadores americanos fotografaram, em um parque público, 45 donos e seus respectivos cães — 25 de raça e 20 vira-latas. Depois, mostraram a voluntários que não tinham acompanhado a pesquisa as fotos dos proprietários, de seu animal e a de outro cão. Eles queriam confirmar ae as pessoas procuram companhia em animais que tenham traços físicos e comportamentais semelhantes aos donos.
O resultado do estudo confirmou em parte o que os cientistas deduziram. Em mais da metade das situações apresentadas, as pessoas que participaram da enquete acertaram ao apontar o par. A resposta certa só aconteceu nos casos em que os cães eram de raça. A semelhança entre humanos e animais virou tema de campanhas publicitárias premiadas.




