Deputada Jandira Feghali poderá ser processada por ignorar ordem judicial

MP também poderá ajuizar ações contra Romário e Lindberg por propaganda eleitoral antecipada e abuso do poder econômico

Por nicolas.satriano

Rio - A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) poderá ser processada por ignorar ordem judicial. O descumprimento teria ocorrido no dia 26 de junho, na festa de lançamento da candidatura de Lindberg Farias (PT) ao governo e do deputado federal Romário (PSB) a Senador. Na ocasião, militantes de partidos entraram em confronto com agentes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), quando cerca de 300 pessoas foram impedidas de entrar na casa de espetáculos Via Show, em São João de Meriti. A alegação era de que somente filiados aos partidos poderiam participar do evento. O Ministério Público Eleitoral também poderá ajuizar ações contra Romário e Lindberg, por propaganda eleitoral antecipada e abuso do poder econômico

No processo contra Jandira, o TRE argumenta que, após ser notificada para suspender o encontro, a deputada incitou o público a ignorar a ordem judicial. A denúncia foi enviada ao procurador-geral da República, com gravações do discurso da parlamentar, além do convite publicado no Facebook de Lindberg, onde está explícito que a festa ocorreria "depois da convenção do PCdoB".

A pedido da coordenadora estadual de fiscalização do TRE, juíza Daniela Barbosa, cópias do processo em que a parlamentar é acusada foram enviadascoordenadora estadual da fiscalização de prop, juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, determinou o envio ao procurador-geral da República de cópias do processo sobre a festa de lançamento, em 26 de junho, das candidaturas de Lindbergh Farias (PT) ao governo e do deputado federal Romário (PSB), a senador, logo após a convenção do PCdoB, na casa de espetáculo Via Show de São João de Meriti, Baixada Fluminense. O evento foi aberto ao público, o que é proibido pela legislação eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro também poderá ajuizar ações contra Romário e Lindberg, por propaganda eleitoral antecipada e abuso do poder econômico. No processo consta a degravação do discurso da deputada, quando, após ser notificada para suspender o encontro, incita o público a ignorar a ordem judicial. Também consta o convite publicado no Facebook de Lindberg, onde está explícito que a festa ocorreria "depois da convenção do PCdoB".

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