Rodízio para contornar o caos durante obra do VLT

Medida já usada em São Paulo é opção contra engarrafamentos na cidade

Por thiago.antunes

Rio - O trânsito paralisado com as diversas frentes de obras simultâneas na cidade fez com que a prefeitura reavaliasse uma medida descartada anteriormente: o rodízio de placas para os carros que entram no Centro. Em reunião ontem com os órgãos envolvidos na renovação da Zona Portuária e no planejamento de tráfego, o prefeito Eduardo Paes decidiu que a medida será estudada para restringir o acesso de veículos na região central durante as obras de instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Em nota, a prefeitura informou apenas que a alternativa será analisada, junto com outras ações restritivas, no decorrer das obras de implantação do novo sistema de transportes. A medida tinha sido descartada pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, em abril deste ano. “Ainda não tenho como dizer ao dono do carro que ele deixe de usar o carro e ande de ônibus, porque ainda não conquistamos uma qualidade no serviço suficiente para pedir isso. Não vamos adotar o rodízio, a não ser, talvez, nas Olimpíadas”, afirmou Sansão, em entrevista exclusiva ao DIA.

A prefeitura não informou prazos para a decisão, mas todas as frentes de obras para implementação do VLT no Centro e na Zona Portuária começarão até dezembro deste ano, segundo a Companhia de Desenvolvimento da Região do Porto do Rio (Cdurp). Os trilhos do VLT passarão por importantes vias da cidade, como toda a extensão da Avenida Rio Branco e a Rua Sete de Setembro, além de cortar a Presidente Vargas. As primeiras intervenções já começaram na Zona Portuária.

Paulistanos têm restrições desde 1997

A restrição da circulação de veículos por meio do rodízio de placas já é utilizada em São Paulo desde 1997. Nos dias úteis, de 7h às 10h e de 17h às 20h, ficam proibidos de circular no chamado centro expandido da capital paulista os veículos cujas placas terminam com dois determinados dígitos.

Para Eva Vider, especialistas em mobilidade urbana da UFRJ, para fazer com que os cariocas deixem o carro em casa, são necessárias as medidas restritivas, mas o rodízio não é a preferida dela. “Não tenho ainda informações de como seria esse rodízio aqui, mas, a princípio,acho melhor o pedágio urbano em um cinturão em torno do Centro”, avaliou ela, lembrando que os custos para fiscalizar o respeito dos motoristas às restrições seriam elevados.

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