Roubo a transeuntes tem aumento de 43,4% no Rio

Registros de autos de resistência também subiram no mês de junho: 69,2%

Por thiago.antunes

Rio - O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou ontem mais um balanço das estatítistcas da violência no estado do Rio. Numa comparação entre junho de 2014 e o mesmo período do ano passado, houve aumento relevante em alguns importantes tipos de ocorrências criminais. No mês que a Copa do Mundo teve início, o total de roubos chegou a 12.824, aumento de 27,2% em relação a 2013. O assalto a transeuntes, por exemplo, cresceu 43,4% (de 4.720 para 6.670 registros).

Também chamou atenção o crescimento de 69,2% na incidência de mortes decorrentes de intervenção policial (auto de resistência), passando de 26 para 44 casos. Os roubos de rua, que englobam o assalto a transeunte, coletivo e telefones celulares, saltou para 7.511, aumento que corresponde a 39,3%. Destes, o roubo de celular teve aumento de 24% (619). Assalto a transeunte subiu 43,4% (6.670) e roubo em coletivo cresceu 14,4% (565).

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A incidência de homicídios dolosos — aqueles com intenção de matar — teve crescimento de 3%, passando de 362 para 373 casos. Já o número de veículos roubados subiu 24, 5%, totalizando 2.634 registros em comparação aos 2.242 em junho do ano passado. O roubo a carga foi outro índice com grande aumento, 68,6% (total de 386).Foram registradas ainda 508 tentativas de homicídio, um crescimento de 34,4%.

Entre os índices que apresentaram queda, destaque para estupro (429, ou menos 11,2%) e desaparecimentos (445, menos 13,3%). O furto de veículos diminuiu 2,9%, totalizando 1.291 casos no mês estudado. Os casos de estelionato passaram de 3.024 para 2.793, e extorsão de 161 para 134, queda de 7,9% e 18,8%, respectivamente.

O sociólogo da PUC-RJ Paulo Jorge Ribeiro, especialista em segurança pública, comentou a divulgação das incidências criminais. “A grande questão é que este aumento está se dando exponencialmente há bastante tempo. No entanto, também temos que observar que as pessoas estão dando mais queixas, principalmente em relação a crimes de baixo potencial perigoso”, disse o sociólogo.

O estudioso também criticou a falta de políticas de segurança eficazes. “É interessante que não há nenhuma política pública interessante para mudar este quadro. A UPP é um programa de segurança que não vai resolver todas as mazelas do universo”, comentou Paulo Jorge.

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