Guerra do tráfico muda rotina de São Gonçalo

Cidade propõe criar ‘cinturão de segurança’

Por thiago.antunes

Rio - A disputa entre traficantes rivais e a propagação de notícias nem sempre verdadeiras (sobre invasões, moradores expulsos de casa e ordens para fechar o comércio) têm alterado, nos últimos dias, a vida de moradores de São Gonçalo. Se de um lado relatos enviados ao WhatsApp do DIA (98762-8248) dão conta de uma guerra por território nos bairros do Paraíso, Barro Vermelho e Santa Catarina, por outro a polícia garante que boa parte das mensagens disseminadas por celular não passa de boatos.

Nesta quarta-feira, o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), coronel Fernando Salema, participou de reunião com delegados da cidade e representantes de secretarias de Segurança de municípios vizinhos. O encontro foi idealizado para criar um ‘cinturão de segurança’ na região, tentando reduzir a criminalidade e reforçando a fiscalização nas áreas de divisa entre as cidades, estimulando a troca de informações entre os serviços de inteligência. Além disso, foi anunciada a instalação de novas 48 câmeras de segurança por bairros gonçalenses.

O clima de insegurança já dura alguns dias, mas o ápice ocorreu após a morte do traficante conhecido como Sirizinho. Ele seria um dos chefes do Morro do Pereirinha, no Barro Vermelho, e foi assassinado domingo por bandidos rivais do Morro da Coruja. “Moro perto do Morro do Feijão, no Paraíso, e ontem (terça-feira) foi muito tiro. Eles estão passando pelas ruas e mandando o comércio fechar. Além disso avisam para ninguém sair de casa após às 20h”, relatou uma moradora.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia