Nilópolis faz plebiscito para retirar ponte que liga cidade ao Rio

Ligação facilita, segundo prefeito, acesso de bando do Chapadão ao município

Por thiago.antunes

Rio - Uma das principais rotas de fuga de traficantes do Chapadão, na Pavuna, e de Costa Barros para Nilópolis pode estar com os dias contados. O prefeito da cidade da Baixada, Alessandro Calazans, anunciou nesta quarta-feira que pretende fazer plebiscito no Bairro da Mina, em até um mês, sobre a possibilidade de a Ponte Azul, na Rua General Olímpio da Fonseca, ser fechada para passagem de carro, ficando aberta somente aos pedestres.

Calazans%3A 'Mais segurança'Divulgação

De acordo com Calazans, a ponte, com cerca de 40 metros de extensão e que liga Nilópolis ao bairro de Anchieta, na Zona Norte carioca, é usada frequentemente por criminosos. “Se conseguirmos impedir a passagem por aquele acesso, estaremos trazendo mais segurança para Nilópolis. Não temos o modelo do plebiscito fechado ainda”, garantiu o prefeito.

O anúncio foi feito durante vistoria as obras da Companhia Destacada da PM no bairro Novo Horizonte. A unidade, que vai contar com 80 homens e seis viaturas, será inaugurada no dia 4. “Nossa ideia é cercar toda a cidade e impedir a entrada de bandidos aqui. A pesar de relatos de moradores, não há toque de recolher no Bairro da Mina”, acrescentou Alessandro Calazans.

O secretário de Segurança de Nilópolis, Felipe Cavalcanti, enfatizou que há uma câmera de monitoramento na Ponte Azul que, até o momento, não flagrou criminosos armados. Porém, ainda segundo ele, mostrou a movimentação de suspeitos em carros e motocicletas. “Nossa cidade está vigiada”.

Ainda segundo Cavalcanti, a Secretaria Municipal de Segurança já identificou que traficantes do Rio fogem para Nilópolis quando há operações da PM em seus locais de atuação. Com o fechamento da ponte, bandos como o do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, chefe do pó no Morro da Pedreira, ficariam sem ‘rota de fuga’ para a cidade da Baixada.

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