Por paulo.gomes

Rio - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, deflagraram na manhã desta quarta-feira a Operação Lucro Fácil. O objetivo da ação, que teve o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público, é cumprir mandados de prisão preventiva contra 41 pessoas, incluindo dois policiais civis e um militar, acusadas dos crimes de quadrilha armada, agiotagem, extorsão e corrupção ativa. José Ricardo Pereira da Costa, apontado como o chefe da quadrilha, foi preso em sua mansão no município de Niterói, na Região Metropolitana.

Além disso, os agentes estão cumprindo 72 mandados de busca e apreensão e o sequestro, bloqueio e indisponibilidade dos bens e valores dos denunciados. De acordo com a denúncia, a quadrilha agia em escritórios de agiotagem espalhados nos municípios de Macaé, Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Queimados, Barra Mansa, Nova Iguaçu, Parati, Itaguaí, Campos, e outros municípios.

Segundo as investigações, a quadrilha realizava empréstimos de dinheiro sob juros superiores a 30% ao mês, bem superior ao permitido por lei. Caso houvesse inadimplência ou atrasos no pagamento, as cobranças eram realizadas mediante extorsão e roubo praticados pelos membros da quadrilha, envolvendo ameaças e violência física contra os devedores ou seus familiares.

As vítimas compareciam aos escritórios e forneciam cópias de documentos pessoais, contracheques, endereços residencial e profissional para conseguirem os empréstimos. O grupo não exigia qualquer comprovação de renda ou patrimônio como "garantia", bastando apenas o fornecimento dos dados e o preenchimento de um cadastro.

Para perpetuar a dívida, a quadrilha inibia o pagamento integral do débito, ludibriando o devedor a pagar somente o montante dos juros, somando assim mais juros ao saldo devedor remanescente.

Com o negócio fechado, a quadrilha entrava em contato com um escritório central, chamado de "controle", onde todas as informações para a coordenação das ações eram registradas. Os escritórios recebiam codinomes para identificação entre os próprios integrantes da quadrilha, como “Marte, “Mercúrio”, “Saturno”, “Júpiter”, “Terra”, “Plutão”, “Sardinha”, “Tainha” e “Garoupa”, entre outros.

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