Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 25ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, denunciou e pediu, nesta sexta-feira, a prisão preventiva do miliciano Luiz Monteiro da Silva, conhecido como Doem da Mineira, por lavagem de dinheiro. A denúncia, assinada pelo promotor Alexandre Themístocles, foi oferecida à 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá.
Também foram denunciados pelo mesmo crime João Bosco Damasceno Silva, Daniele de Oliveira Damasceno Silva e Raquel Lima da Silva.
De acordo com as investigações do Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NUCC-LD) da Polícia Civil, a quadrilha mantinha um esquema irregular de 'desmembramento de solo'. Na prática, eles adquiriam o terreno, dividiam em lotes e revendiam. Agindo assim, Doem comprou um imóvel na Rua Tejo, em Vila Valqueire, na Zona Oeste, no valor de R$ 1,8 milhão e desmembrou em vários terrenos.
João Bosco e Daniele Damasceno atuavam junto aos cartórios, fazendo a escritura dos terrenos “como forma de dissimular a real titularidade dos direitos sobre o imóvel”. Sob o comando do chefe da quadrilha, Raquel Lima Silva recebeu em sua conta bancária depósitos da venda dos terrenos. De acordo com os comprovantes anexados ao processo, no período de seis meses foram depositados mais de R$ 98 mil na conta da denunciada.
“A essência do esquema criminoso era separar o dinheiro de sua origem (lucros obtidos com os diversos delitos atrelados à atividade de milícia) e movimentá-los de forma que o distanciasse de sua fonte, restando reinvesti-lo em uma atividade inserida na economia legal, criando, assim, dificuldade para as autoridades fazerem o caminho reverso para recuperá-lo”, narra trecho da denúncia,
Contra Doem, Daniele e João já existe uma condenação pelos crimes de parcelamento irregular do solo urbano, lesão ao meio ambiente e quadrilha. Atualmente, Doem está preso.




