A diarista Luciene Galdino, 45 anos, faz questão de transformar sua casa em galeria todos os sábados, das 10h ao meio-dia, e mostrar os quadros de Gabriela Gusmão, artista plástica da mostra, junto a Afonso Tostes e Cabelo. “Isso já faz três anos. Participo desde 2012”, diz ela, que antes de as obras de arte irem ‘morar com a família’, só havia visitado um museu duas vezes.
Com a arte instalada não só na casa de Luciene, mas também na de três vizinhos, a diarista comemora o interesse da comunidade que bate em sua porta à procura de seus ‘hóspedes’.
A novidade do mutirão veio inspirada na Escadaria Selarón, famosa por seus azulejos, na Lapa. Aos poucos, os degraus de uma escada com entrada pela Rua Nova, no Barranco, vai trocando o cinza do cimento cru pelo colorido do mosaico feito pelas crianças do Borel. Em uma parede próxima, desenhos vão surgindo do spray de um grafiteiro. “Uma coisa vai puxando a outra. Eu comecei a me envolver com o grafite há quatro anos e acabei conhecendo outras vertentes artísticas e expandindo o conhecimento”, comenta Pablo Carvalho, um dos grafiteiro do projeto.




