Por nicolas.satriano

Rio - O advogado Humberto Adami deve entrar, na próxima semana, com um pedido de habeas corpus para a farmacêutica carioca Mirian França de Mello, de 31 anos, indicada pela Polícia Civil do Ceará como suspeita pela morte da italiana Gaia Molinari, em Jericoacoara, no fim de dezembro.

Segundo o magistrado, a prisão da jovem é inconstitucional.

Família e amigas se assustam com prisão

Amigas de Mirian França de Mello no Rio de Janeiro estão tão espantadas quanto a família e não quiseram dar muitas informações sobre a farmacêutica, ainda assustadas com a notícia de sua prisão preventiva, sob a suspeita do assassinato da turista italiana Gaia Molinari no Nordeste.

Gaia Molinari chegou a Jericoacoara no domingo pretendia ficar até a véspera do Natal%2C mas decidiu ficar mais diasReprodução Facebook

“Tudo o que a gente sabe é pela imprensa. Aliás, está sendo muito difícil, porque ainda não conseguimos falar com ela. Não sabemos nada do que aconteceu realmente”, disse Raquel, que mora com Mirian no Rio de Janeiro. A farmacêutica, que se formou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não tinha nenhuma passagem pela polícia e dividia apartamento com algumas amigas.

Presa preventivamente por contradições em depoimento

Autoridade cearense estão atrás de um segundo suspeito do crime. De acordo com a delegada Patrícia Bezerra, Mirian França passou da condição de testemunha à suspeita por ter caído em várias contradições nos dois depoimentos que prestou à polícia. E, como voltaria nesta segunda ao Rio de Janeiro, a Justiça optou pela sua prisão preventiva.

“Entendi que há necessidade de representar pela prisão dela. Inicialmente, ela não é daqui, é de fora e estava com passagem comprada para o Rio na manhã de hoje. Era importantíssimo que ela não saísse de Fortaleza. Trabalhamos o dia inteiro ontem (domingo) e colhemos vários depoimentos que apontavam para incontáveis contradições que a Mirian estava deixando na investigação”, disse Patrícia Bezerra ao ‘Diário do Nordeste’.

A delegada, no entanto, não explicou quais foram as contradições. As investigações são acompanhadas por representante da polícia italiana no Brasil, Roberto Donat; pelo cônsul da Itália no Brasil, Roberto Misici; e por integrante do setor judiciário e tutela social.

Em Nova Iguaçu, a mãe de Mirian, V., de 63, levou um susto ao tomar conhecimento da prisão da filha. Ela disse que Mirian e Gaia eram amigas e decidiram ir juntas ao litoral do Ceará. A turista italiana viajava o mundo todo trocando serviços em albergues por hospedagem. Foi assim que conheceu Mirian no início do ano, quando esteve no Rio. Gaia Molinari foi morta por estrangulamento.

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