Preso chefe de milícia de Cascadura

Leonardo C. dos Anjos, o Léo, era procurado desde agosto. Apontado como chefe da milícia de Rio das Pedras, Dalcemir P. Barbosa também foi preso na manhã desta sexta-feira

Por felipe.martins , felipe.martins

Preso comandava milícia na Favela do PombalDivulgação

Rio - Apontado pela polícia como chefe de uma milícia que atua na Favela do Pombal, em Cascadura, Leonardo Corrêa dos Anjos, o Léo, de 28 anos, foi preso no fim da noite de quinta-feira por agentes da 28ª DP (Campinho). Contra ele havia três mandados de prisão, dois por latrocínio e um por homicídio. Léo foi detido em uma casa na Rua Moisés Lilenbaum, dentro da comunidade e foi levado, ainda na madrugada desta sexta-feira, para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, onde será apresentado nesta. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferecia R$ 1 mil por informações que levassem a Léo.

Com Léo estava Márcio da Silva Farias, de 22 anos. Policiais encontraram com ele uma pistola com  a numeração raspada. Um celular roubado também foi encontrado com Márcio um celular roubado. Ambos foram autuados por porte de arma de uso restrito e Leo também pelo crime de receptação.

Preso chefe da milícia de Rio das Pedras

Ainda em operação da Polícia Civil, agentes da 5ª DP (Centro) e da 28ª DP (Campinho), prenderam na manhã desta sexta-feira, em Sulacap, na Zona Oeste, o miliciano Dalcemir Pereira Barbosa, de 51 anos. Contra ele constam cinco mandados de prisão pelos crimes de homicídio, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Segundo as informações, Dalcemir, junto com seu irmão Dalmir Pereira Barbosa, que se encontra preso, é um dos chefes da milícia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá.

Foragido desde agosto

O miliciano Leonardo estava foragido desde agosto, quando, após investigações, a 28ª DP deflagrou uma operação, com apoio de outras sete delegacias, na favela para cumprir nove mandados de prisão e dois de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Madureira.

Durante a ação, os policiais receberam denúncia anônima indicando uma garagem fechada como sendo de propriedade Leonardo. Nela, foram encontrados, além de sete máquinas caça-níqueis, uma granada. Ao final da busca, foram cumpridos três mandados de prisão contra Gabriel Pereira de Oliveira, o Vesgo, Felipe Pereira (irmão de Vesgo), e Leandro Vieira Aquino, o Leandrinho.

Leonardo Correa esteve envolvido em agosto de 2010, no assassinato do administrador do Cemitério do Caju Paulo Francisco Rodrigues. Em depoimento na Divisão de Homicídios (DH), Leonardo Correa contou que os mandantes do crime forneceram todos os detalhes da rotina da vítima, e exigiram que o crime fosse forjado para parecer uma tentativa de assalto. Por isso, pouparam a vida do motorista e levaram pertences da vítima. Leonardo deu cobertura à ação, e quem efetuou os dois disparos na nunca de Paulo Francisco foi Bruno Sá Simão Saviti, de 20 anos, morto 14 dias depois, em circunstâncias ainda investigadas pela DH.

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