Mulher de alemão identifica assaltante que esfaqueou o marido no Centro

Sybelle Jurth reconheceu em imagens André Luís Barcelos de Oliveira, conhecido como Orelha, como autor do crime

Por O Dia

Rio - André Luis Barcelos de Oliveira, conhecido como Orelha, 19, e William Vieira dos Santos, Buiu, 30, foram indicados pela Divisão de Homicídios (DH) da Capital como suspeitos de esfaquear, durante assalto, o turista alemão Fred Nicfind, de 51 anos, no Centro, no último dia 17, terça-feira de Carnaval. Nicfind chegou a ser socorrido para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A mulher dele, Sybelle Jurth, 52, identificou André Luís como um dos autores do crime.

Segundo informações da Polícia Civil, William já tinha várias passagens por roubo a transeuntes na área do Centro. Contra André de Oliveira, foi constatado pelos agentes que uma investigação da 7ªDP (Santa Teresa) já pedia a prisão do homem por envolvimento de roubo de carro do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, em setembro de 2014.

Identificado por Sybelle com ajuda da polícia federal alemã, André foi reconhecido por parentes através de imagens de câmeras de segurança, nas quais a dupla aparece correndo próximo ao local do crime. William carregava uma mochila e Orelha tenta esconder a faca que os agentes acreditam ter sido a arma que matou Nicfind.

William Vieira dos Santos e André Luis Barcelos de Oliveira são apontados como os assassinos do turista alemão Fred Nicfind%2C de 51 anos%2C no CentroSeverino Silva / Agência O Dia

Para chegar aos dois suspeitos, policiais se infiltraram como moradores de rua e conversaram com testemunhas que também habitam as ruas do Centro da cidade. Durante as conversas, ficou claro que o turista não reagiu ao crime, como era cogitado inicialmente pelos policiais. Também durante as investigações, os agentes ouviram de moradores de rua que a dupla Buiu e Orelha atuava sempre da mesma forma para assaltar pedestres.

Os dois costumavam fazer uso de drogas, como tinner, entre outras, e depois saíam para cometer os delitos. Especialmente naquele dia, os dois teriam usado grande quantidade de entorpecentes. Parentes dos suspeitos confirmaram que a dupla costumava sobreviver destes crimes.

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