Por felipe.martins

Rio - A educação pública de excelência improvisa para não deixar alunos sem aula. Após quatro adiamentos na volta às aulas por falta de professores e profissionais terceirizados, o Colégio de Aplicação da Uerj (Cap-Uerj) definiu as datas de retorno às atividades. Nesta quinta-feira, estudantes de várias instituições se reuniram em protesto no Centro pela qualidade de ensino.

Apesar da volta, o próprio diretor do Cap-Uerj, Lincoln Tavares, salienta que a crise está longe do fim. Isto porque o Ensino Básico (do 1º ao 5º ano), que retornará no dia 31, não contará com professores de todas as disciplinas. As turmas de educação especial e reforço escolar ainda permanecem sem previsão de volta às aulas. “Também não teremos disciplinas como Artes e Educação Física”, diz. A decisão foi tomada após voto do colegiado.

Já as turmas do 6º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio devem voltar no próximo dia 13. A incerteza do retorno se dá por conta do reduzido número de profissionais de limpeza e manutenção e de professores. A instituição ainda aguarda a convocação de profissionais concursados e contratações de temporários.

"Os pais estão cientes de que a volta, a esta altura, trará alguns prejuízos acadêmicos. Mas é necessário voltar. A comunidade tem entendido o problema”, completa.

Na noite de quinta-feira, 300 pessoas se reuniram em protesto contra os cortes em investimentos do governo federal para a Educação. A maioria eram estudantes de instituições federais, como a UFRJ. “Está muito difícil se concentrar nos estudos. As aulas atrasam, temos problemas com a bolsa. Não somos culpados pela crise”, disse o estudante de História Victor Guedes, de 19 anos.

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