Pais suspeitam da comida em escola da Z. Oeste onde crianças passaram mal

Alguns alunos da Escola Municipal Leila Barcellos de Carvalho, na Cidade de Deus, seguem internados sem previsão de alta

Por marcello.victor

Rio - Pais e responsáveis dos cerca de 40 alunos que passaram mal na Escola Municipal Professoranda Leila Barcellos de Carvalho, na Cidade de Deus, ainda buscam respostas para o susto da tarde de terça-feira. Eles estiveram na porta da unidade escolar na manhã desta quarta e disseram suspeitar que a comida servida no colégio foi a responsável pela enfermidade das crianças. Representantes da Cedae, Vigilância Sanitária e Instituto de Nutrição Annes Dias, responsável pelo cardápio das escolas, estiveram no local. A água foi recolhida e o resultado sairá em dez dias.

Representante da Cedae esteve nesta quarta-feira%2C na Escola Municipal Professoranda Leila Barcellos de Carvalho%2C na Cidade de Deus%2C recolhendo a água para analisePaulo Araújo / Agência O Dia

"Acho que a merenda, pois se fosse a água, os funcionários teriam passado mal. A minha sobrinha estuda aqui, no mesmo horário do meu neto, e não passou mal. Ela não comeu a comida", diz a dona de casa Inaimar Xavier do Nascimento, 49 anos, avó de um menino de 7, internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.

Algumas crianças seguem internadas em vários hospitais da cidade. No Souza Aguiar, são 14 alunos, algumas em estado grave. "Nunca vi isso na vida. Eu mesma estudei aqui e a minha filha estuda desde os 5 anos. Tinha criança vomitando sangue e cheguei a ver criança desmaiada no corredor. Foi uma cena de horror", lembra a manicure Cleide da Silva, 27 anos, mãe de uma menina de 10, que está no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá.

Com idades entre 5 e 10 anos, as crianças foram encaminhadas na tarde de terça-feira para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro. Em seguida, muitas foram transferidas para hospitais da rede pública, onde ainda seguem internadas. No vídeo que circula pela Internet, alguns alunos aparecem chorando e reclamando de dor.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que o incidente ocorreu por volta das 15h30. Os alunos começaram a apresentar quadro de enjoo, seguido de vômito e náuseas foram encaminhado à UPA. Os responsáveis foram acionados pela direção da escola e levados para a unidade junto com os estudantes.

Reportagem de Clara Vieira

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