No cinema, estreou em Xica da Silva, de Cacá Diegues, ao lado da atriz e amiga Zezé Motta, e viveu o líder Zumbi dos Palmares, na produção Quilombo, também de Diegues. Pompêo presidiu o Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro, fundado por Zezé. Ele só voltou ao cinema 16 anos depois, no filme O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Junior, baseado no livro de Jô Soares.
Muito abalada, aos prantos, a atriz Zezé Motta conversou com a reportagem do DIA. A atriz contou que o amigo estava recluso, deprimido com a falta de oportunidades de trabalho. Pompeo e Zezé se conheciam há 45 anos, quando o ator, vindo do interior de São Paulo, morou na mesma república onde ela tamém vivia. "Pompêo foi um grande ator mal aproveitado. Não teve o grande reconhecimento que merecia e acho que morreu de tristeza", lamentou. "Fomos até namorados. Era uma relação que não tinha nome. Eu era namorada, mãe, madrinha, tudo ao mesmo tempo. Pompeo foi um grande amigo, companheiro, irmão", disse ela. Pompêo e Zezé contracenaram juntos no primeiro espetáculo teatral do ator no Rio, Orfeu da Conceição. Na televisão, contracenaram em cinco novelas. Rebelde, na Record, foi a última dos amigos juntos.
Também na televisão, Pompêo participou das novelas Kananga do Japão e Tocaia Grande, na Manchete, Fera Ferida, A Viagem, A casa das Sete Mulheres e Mulheres de Areia, na Globo, e Rebelde e Balacobaco, na Record, entre muitas outras produções. Pompeo foi também diretor de Promoção, Estudos, Pesquisas e Divulgação da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Palmares, ligada ao Ministério da Cultura.




