Fernando Henrique Cardoso não registrou o filho de amante

Em 2009, ex-presidente havia afirmado que atestara a paternidade do rapaz, que nasceu em 1991

Por O Dia

Rio - Certidão de nascimento obtida pelo Informe revela que o nome de Fernando Henrique Cardoso jamais constou do registro de Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra Schmidt, com quem o ex-presidente manteve uma relação amorosa. FHC havia afirmado que, em 2009, atestara a paternidade do filho em um cartório de Madri. Mas este suposto reconhecimento não foi incluído na certidão de nascimento do rapaz — ele foi registrado, em 1991, no 1º Ofício de Brasília.

Fernando Henrique Cardoso não registrou o filho de amante. Documento foi obtido pelo Informe do DIAReprodução

O reconhecimento tardio da paternidade pode ser feito em qualquer cartório brasileiro. A informação é então repassada para o cartório original, que faz a averbação — a inclusão dos dados no registro e na certidão.

Em branco

Emitida a pedido da coluna no último dia 24, a certidão de nascimento de Tomás tem apenas o nome de sua mãe e de seus avós maternos. O espaço para observações e averbações está em branco. Certidões de nascimento são documentos públicos.

‘Assunto pessoal’

Em 2011, após exames de DNA revelarem que FHC não era o pai de Tomás, o ex-presidente disse a amigos que nada mudaria na sua relação com o jovem. Ontem, por meio de sua assessoria, ele afirmou que não comentaria a certidão por se tratar de “assunto pessoal”.

Cardozo decide

A abertura de inquérito para investigar se FHC enviou de forma irregular dinheiro para o exterior foi uma decisão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que cansou de esperar pela Polícia Federal.

A decisão

Na quinta, a PF dizia que não havia informação sobre abertura de inquérito. Na tarde de ontem, ao ser questionado pelo Informe, o Ministério afirmou que o caso estava sendo analisado pela PF. Logo depois, divulgou o início das investigações.

A nova Da Vinci

Ótima notícia: depois de meses de conversas, o livreiro Daniel Louzada fechou a compra da Livraria Leonardo da Vinci, que estava ameaçada de fechar. A loja reabrirá na segunda quinzena de março.

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