Feira da Praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo, volta as atividades - Paula Valviesse
Feira da Praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo, volta as atividadesPaula Valviesse
Por Paula Valviesse
Fátima Coelho trabalha há 30 anos como artesã, ela começou a expor e vender suas confecções ainda nas tendas de artesanato na Praça do Suspiro e hoje em dia vive do seu trabalho na Feirinha da Praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo. Depois de três meses parada, período no qual tentou sem sucesso receber o auxílio emergencial para cobrir as despesas com alimentação e da casa, ela comemora o retorno a atividade pela qual é apaixonada.

“A melhor parte de voltar é ouvir das pessoas o quanto elas sentiram a nossa falta. Me emociona saber que nossos clientes e amigos estavam na torcida para que pudéssemos voltar a trabalhar. Está dando certo, estamos cumprindo com as todas as medidas de prevenção e estou otimista que vai ficar tudo bem”, afirma a artesã, com uma largo sorriso por baixo da máscara de proteção.

Fátima, assim como vários outros expositores, voltaram a expor seus produtos na última sexta-feira (10/07), mesmo com a autorização para retomada de suas atividades estar em vigor desde o dia 3, uma vez que a feirinha se enquadra nas determinações para vendedores ambulantes, no artigo 10, do decreto 625/2020.

“Eles tiveram a orientação do Departamento de Posturas sobre o atendimento com as normas sanitárias e afastamento de 1,5 metro, uso de álcool 70% e de máscara de barreira”, informou a Prefeitura.

E assim como outros, ela não conseguiu receber o auxílio emergencial. No caso da Fátima, em sua última ida a Caixa Econômica para saber mais sobre o cadastro, a orientação foi de regressasse na próxima terça-feira, 14.

Ao lado de Fátima, mas agora com uma distância muito maior entre as barracas, a artesã Sirléia Frez, também se emociona com o retorno. Com 32 anos de experiência no setor, também atuando desde que a feirinha era montada no Suspiro, ela prefere deixar para trás as dificuldades enfrentadas neste período em que esteve parada: “Aproveitei para confeccionar novas peças, pensando no momento que poderíamos voltar a trabalhar”.

Em outro ponto da praça, o casal Marcília Fonseca e Adolf Eichmann organizam as peças e se revezam para atender os clientes. Usando máscaras e fazendo a higienização com álcool em gel periodicamente, eles mostram a uma distância segura os produtos e conversam com os consumidores.

“Estamos nos adaptando a esse novo normal, sempre com máscara, higienizando as mãos sempre que tocamos no dinheiro. Esperamos que seja melhor do que esses meses parados, sem trabalhar, estávamos passando necessidade, sem isso aqui a gente não vive”, desabafa Marcília. Adolf chegou a conseguir receber uma parcela do auxílio emergencial, mas tem encontrado uma enorme dificuldade para receber as outras duas a que teria direito.

Organizando os produtos e ainda um pouco apreensivos com a nova situação, os expositores ainda assim se mostram confiantes e afirmam que irão empreender todos os esforços para garantir a segurança deles e de seus clientes e, com isso, continuar a trabalhar para ganhar a renda necessária para viver: “Alguns tentaram trabalhar com entregas, outros a venda de porta em porta e para amigos. Essa é a nossa chance de recomeçar, melhor pingar do que secar, não é mesmo?!”, afirma o artesão Daniel Pinheiro Lugão.

A Feirinha da Praça Getúlio Vargas está autorizada a funcionar normalmente, de sexta à segunda-feira.
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