Mãe e filha, profissionais de enfermagem, morrem vítimas do coronavírus

Kátia e Diélida Cardoso estavam na linha de frente da saúde na UPA de Nova Iguaçu

Por O Dia

Ambas eram cardiopatas e, portanto, do grupo de risco da doença
Ambas eram cardiopatas e, portanto, do grupo de risco da doença -
Nova Iguaçu - Há um semana, um drama da pandemia chocou a cidade: mãe e filha morreram de covid-19 com apenas uma semana de intervalo entre uma e outra. E mais: as duas eram profissionais de enfermagem.
Kátia Almeida Cardoso, de 49 anos, era técnica de enfermagem e prestava serviço para uma clínica particular em Queimados. Já havia sofrido um infarto, mas, mesmo assim, não foi afastada do trabalho. Morreu após três dias de internação. A filha dela, Diélida Cardoso Ferreira, de 33 anos, que também tinha problemas cardíacos, era enfermeira no Hospital Carlos Chagas e em uma UPA iguaçuana. Ela ficou internada por mais de 20 dias, porém não resistiu e morreu na quarta-feira passada, dia 13, exatamente uma semana depois da mãe. Em uma das últimas publicações da enfermeira Diélida nas redes sociais, ela oferecia ajuda, tirava dúvidas sobre o coronavírus e pedia que as pessoas ficassem em casa já que ela não podia por conta do trabalho.

Líbia Bellusci, diretora do Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (SindEnfRJ), informou que conseguiu uma liminar no Tribunal Regional do Trabalho autorizando o afastamento imediato dos profissionais considerados do grupo de risco. "Elas duas são exemplos clássicos de que o risco não é só pela idade e sim pela comorbidade. Se é diabético, hipertenso, gestante, lactante ou se tem bronquite, está no grupo de risco do coronavírus e deve ser afastado do trabalho", disse Líbia. 
As secretarias municipal e estadual de Saúde, responsáveis pelas unidades de saúde em que ambas as vítimas fatais trabalhavam, não se manifestaram sobre o assunto até o fechamento desta reportagem.

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