Souza acredita que até 90% dos roubos de cargas são cometidos por pessoas que não pertencem a quadrilhas. Muitas vezes são moradores de comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, que descem do morro, até mesmo desarmados, e sobem com a carga roubada para a comunidade. Isso se dá por conta de uma cultura do medo estabelecida entre os motoristas. Eles ficam acuados e entregam o veículo de imediato. Quando perguntamos qual era o tipo de armamento utilizado, esses funcionários, muitas vezes, não sabem mencionar ou dizem que não viram”.
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Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que, de janeiro a outubro deste ano, foram registrados 7.439 ataques a veículos de transporte de cargas no estado, o que representa um aumento de 32% em relação ao registrado no mesmo período em 2015. “E as perspectivas é de que os números cheguem a 9 mil roubos, ou seja, um furto a cada 20 minutos, levando em conta apenas os dias úteis. É preciso começar com uma pronta resposta, reprimindo esses indivíduos”, disse o coordenador.
O chefe operacional da Polícia Rodoviária Federal, André Ramos, discorreu sobre as regiões mais afetadas pelos roubos e produtos que costumam ser alvo de roubos. “Temos conhecimento de que as áreas da Dutra, Pavuna, a BR-040, no trecho de Duque de Caxias, além de Niterói e São Gonçalo são os locais que mais sofrem com isso. Os bandidos costumam atacar transportadoras de cigarro, alimento e eletrônicos, sendo feito geralmente na parte da manhã, que é o horário de saída e entrada de muitas cargas”.




