Os manifestantes se reuniram na porta do hospital, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. De lá, iniciaram uma caminhada em direção ao campus principal da Uerj. Sem recursos de custeio desde agosto e com pesquisas paralisadas pela falta de repasses, a Uerj também sofre com redução de leitos no Hupe. Dos mais de 500, apenas 92 estão disponíveis para pacientes, o que tem prejudicado aulas práticas e o atendimento à comunidade.
Na última terça-feira, o reitor da instituição, Ruy Garcia Marques, divulgou uma carta enviada ao governo em que afirma que o estado está "forçando o fechamento da universidade".
Marques destaca a situação precária de funcionamento da universidade após os atrasos em pagamentos e repasses de verbas. Os salários dos professores e técnicos, além do pagamento a alunos bolsistas, estão atrasados desde novembro. O reitor afirma que "desprezar o ensino superior, a pós-graduação e a pesquisa é apostar na miséria, na violência e num futuro sem perspectivas positivas”. O reitor diz ainda que “forçar o fechamento da Uerj é não pensar no futuro de nosso estado e de nosso país”.




