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Prefeitura discute projeto de verticalização de Rio das Pedras

Segundo Crivella, ponto positivo é que programa não prevê remoção de moradores. Eles serão realocados provisoriamente em um terreno vizinho

Por luana.benedito

Rio - O prefeito do município, Marcelo Crivella recebeu, na tarde desta terça-feira, representantes de 12 empresas que farão o estudo de viabilidade da construção de prédios de até 12 andares, num total de 35 mil apartamentos, para a verticalização de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. 

Prefeito Marcelo Crivella reunido com representantes das empresas que farão os estudos para verticalização de Rio das PedrasDivulgação

De acordo com a prefeitura, para custear as obras de urbanização — com melhorias nos serviços de saneamento básico e de infraestrutura social — o governo municipal vai emitir Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), que equivalem a uma quantidade de metro quadrado a ser construída pelos empreendedores.

Os imóveis serão vendidos aos moradores por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, com financiamento da Caixa Econômica Federal. Para Crivella, um ponto positivo é que o projeto não prevê remoção de moradores. Eles serão realocados provisoriamente em um terreno vizinho. Atualmente, a comunidade tem cerca de 80 mil pessoas.

"A população tem o maior interesse em adquirir as casas que vamos construir ali.  Se sonhamos com nossas comunidades urbanizadas,  não podemos fazer com remoções. Vamos mostrar ao Brasil que é possível cuidar das comunidades sem fazer remoções", disse o prefeito.

Ainda segundo o prefeito, em uma primeira etapa, haverá um estudo para definir como será o projeto. A partir daí, a Prefeitura vai negociar com as construtoras o início das obras, que devem durar um ano e meio. 

"A região é pródiga em profissionais como pedreiros, eletricistas, bombeiros hidráulicos.  É uma comunidade efervescente, com 220 salões de beleza, a atividade econômica de lá me surpreendeu. E vale ressaltar, não tem tráfico de drogas", afirmou.

A equipe que vai elaborar o estudo contará com engenheiros, economistas e assistentes sociais, entre outros profissionais. A ideia é que esse levantamento fique pronto até o início do próximo ano.

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