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Texto relata a saga de suposto PM tentando sobreviver ao confronto na Rocinha

Publicação divulgada em uma página no Facebook é atribuída a policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade

Por karilayn.areias

Rio - Um texto que circula nas redes sociais, atribuído a um suposto PM, relata a saga de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Rocinha tentando sobreviver ao confronto entre traficantes no domingo.

Relato atribuído a PM da UPP RocinhaReprodução Internet

"Geral abandonou as viaturas e se abrigou. Mais de 20 carros, tudo de bico. Tem polícia, mas não tem super-herói. Agora estou em casa. A primeira coisa que fiz foi beijar minha filha e minha esposa e mandar notícias para minha mãe. Não me mataram porque não quiseram e Deus não permitiu. Quando você ver uns 20 fuzis na sua direção e falarem: 'Nem tenta que a guerra não é com vocês!' você também vai fingir que não viu. Sei que é triste dizer, mas quem viveu sabe o que é. Só um desabafo de um ‘covarde’ vivo”, diz o texto. 

Segundo a polícia, os ataques à Rocinha, que começaram neste domingo, foram ordenados pelo traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, que está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Atualmente a Rocinha é dominada pelo traficante Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157, um dos presos pela invasão ao Hotel Intercontinental, em São Conrado, em 2010, e libertado em janeiro de 2012 por uma decisão da justiça.

Investigações apontam que os confrontos atuais aconteceram por um racha na aliança entre Nem e Rogério em razão da morte de Ítalo de Jesus Campos, conhecido como Perninha. Ítalo teria sido morto a mando de Rogério em agosto deste ano. O bandido também havia sido preso em 2010 pela invasão ao hotel, sendo solto pela mesma decisão judicial que beneficiou Rogério 157 em 2012.

Procura pelo O DIA, a UPP informou que "não é possível associar ou afirmar a autoria de tal relato a um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Rocinha, uma vez que não há uma comprovação formal."

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