Sindicato desconhece se algum posto recebeu nova remessa de combustíveis

Quadro de desabastecimento no estado persiste, diz associação que representa comércio varejista do produto

Por O Dia

Paralisação que completa cinco dias nesta sexta-feira provocou desabastecimento de combustíveis. Na Rua Maxwell, no Andaraí, uma cena comum: cone sinaliza que o posto não possui combustível Foto: Daniel Castelo Branco
Paralisação que completa cinco dias nesta sexta-feira provocou desabastecimento de combustíveis. Na Rua Maxwell, no Andaraí, uma cena comum: cone sinaliza que o posto não possui combustível Foto: Daniel Castelo Branco -

Rio - O Sindestado-RJ (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência no Estado do Rio de Janeiro) informou na manhã desta sexta-feira que está monitorando a situação nas bases de abastecimento em território fluminense. E informou ainda que, até o momento, não tem notícia de nenhum posto que tenha recebido nova remessa de combustíveis. Assim, persiste o quadro de desabastecimento no Estado do Rio, causado pela greve dos caminhoneiros, que chegou hoje ao quinto dia.

Em postos nos quais O DIA esteve na manhã desta sexta-feira em Realengo, Bangu e Santa Cruz havia apenas GNV. Em um deles, em Campo Grande, tinha gasolina e um cliente abastecia um galão. Outros clientes formavam uma longa fila para comprar o combustível.

A falta de combustíveis também atinge em cheio a população que precisa de transporte público. O número de ônibus em circulação foi reduzido em cerca de 80% em todo o estado por causa da falta de combustível, segundo a federação das empresas (Fetranspor). Na capital, a situação foi um pouco melhor, 57% da frota funcionaram até o fim da tarde desta quinta-feira. Para esta sexta-feira, caso a greve dos caminhoneiros não seja suspensa, o sufoco dos trabalhadores para se locomover deve ser ainda maior.

 

Na manhã desta sexta-feira, motoristas de caminhões continuam de prontidão em diversas rodovias do estado, na manhã desta sexta-feira, mesmo após o anúncio feito pelo governo federal, na última noite, de uma trégua de 15 dias com a categoria. Representantes do movimento também se reuniram com o governador Luiz Fernando Pezão e fecharam um acordo, prometendo parar a greve por dois dias.

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