Mais novo e moderno hotel da Lapa, o Days Inn tem rede em cerca de 15 países
 - Fernanda Dias
Mais novo e moderno hotel da Lapa, o Days Inn tem rede em cerca de 15 países Fernanda Dias
Por FRANCISCO EDSON ALVES

Rio - O medo de voltar para casa, depois de baladas, pelas mais violentas vias do Rio, como Avenida Brasil e as linhas Vermelha e Amarela, está levando os cariocas a criarem um novo hábito. Para evitar o risco de balas perdidas, assaltos, arrastões e mortes, registrados com frequência ao longo de mais de 70 comunidades, moradores de bairros distantes, como Campo Grande, Barra da Tijuca e Recreio, na Zona Oeste, têm dormido em hotéis, hostels e pousadas do Centro e Zona Sul.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, a expansão hoteleira alavancou a modalidade 'day use' (hospedagem por um dia, sem pernoite). "Os cariocas já representam até 20% das reservas de hospedagens e 40% nas operações de A & B (alimentos e bebidas) e serviços na rede do próprio município".

As hospedagens-relâmpago, responsáveis por um incremento superior a 100%, de 2016 para 2017, garantem segurança e possibilitam que o cliente aproveite toda a estrutura do setor. Com diárias entre R$ 60 e R$ 150, pode-se ter à disposição mimos como ar-condicionado, TV, piscina, sauna, restaurante, sala de jogos, extensão às praias, Wi-Fi e café da manhã.

E não pense que os estabelecimentos são de baixo nível por causa dos preços acessíveis. A maioria é indicada por sites de viagens pelo padrão internacional. É o caso do Days Inn Lapa, do Grupo Wyndham, lançado em 2017. O hotel que tem mais de 1,8 mil unidades pelo mundo , na Rua do Rezende, tem 150 apartamentos, a R$ 105. "Moderno e funcional, o empreendimento, perto dos principais meios de transportes, como o VLT e Aeroporto Santos Dumont, pontos turísticos e de entretenimento, garante paz", diz o gerente, Renato Pezzino.

Paloma Makly, 21 anos, estudante de São João de Meriti, que trabalha no setor hoteleiro, utilizou algumas vezes esse recurso oferecido pelo Days Inn. "Já fiquei aqui depois de balada, por segurança e conforto. Vale mais a pena que pegar uber ou táxi. Também não tem ônibus para a Baixada de madrugada", justifica a jovem, que conhece as vantagens de um quarto com ar, TV a cabo, isolamento acústico, cofre, minibar e café da manhã.

Estadia garante comodidade
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O contador Octávio da Silveira, 53 anos, típico boêmio carioca, é frequentador de carteirinha de bares e boates da região central do Rio. Mas, na hora de ir para casa, em Vila Isabel, na Zona Norte, nos fins de noite, prefere ficar num estabelecimento hoteleiro próximo onde estiver, como o Mojito. O hostel, em Ipanema, para 68 pessoas, cobra R$ 60.
"Amo uma cervejinha. Prefiro não dirigir depois. É fantástico ter um lugar para descansar de imediato. Tenho uma lista com vários endereços", revela Silveira.
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Juan Zéngaro, dono do Mojito, passou a ficar a semana toda no próprio empreendimento. "Gastaria mais de R$ 150 por dia para ir e vir de táxi ou uber para casa, no Recreio", calcula.
A professora Laura Bezerra bate cartão, por R$ 110, na Pousadinha Copacabana. "Pela manhã, vou à praia, a duas quadras", gaba-se.
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Já Tânia Ouverney elogia o "café da manhã dos deuses" e a academia do Hotel OK, no Centro, com diária a R$ 108. "Restabelecem a noitada", afirma. Já Gilmar Rozeno, executivo do hotel, exalta o belo prédio, de 1948, tombado pelo Patrimônio Histórico. "Isso aqui é aula de história", avalia.
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