Chapéus Personalizados Design Carioca Emilia Dutra Macharet - Divulgação/Design Carioca
Chapéus Personalizados Design Carioca Emilia Dutra MacharetDivulgação/Design Carioca
Por FRANCISCO EDSON ALVES

Confeccionados à mão ou em máquinas, os chapéus para todos os gostos prometem, segundo estilistas, ser destaques no calorão que já bate à porta. Os clássicos, como o charmoso Panamá, ainda ostentam fama, graças às chapelarias centenárias do Centro, como a Porto (1880), que usa a mesma fôrma de produção desde a fundação da casa. Os populares, de abas largas e personalizadas, já marcam presença em qualquer estação.

"Inventados em 2.000 a.C. pelos gregos, os chapéus, sóbrios ou coloridos, de palha ou pano, nunca sairão de moda. Eles são acessórios que mais deixam qualquer visual estiloso e com personalidade", justifica a consultora Niziete Flores.

A história das antigas chapelarias da cidade, patrimônios culturais cariocas, tem respeito mundial. Fundadas por imigrantes uma delas, a Ernst Rubens (1952), criada por fugitivo do holocausto são xodós do comércio. "Meu pai (o alemão Ernst, morto em 1976) fugiu dos horrores do genocídio da Segunda Guerra para o Brasil. Com o tempo, montou a empresa, que hoje cuido com amor", conta, emocionado, André Rubens, 65.

Vanusa Damaso, 50, é a quarta geração a honrar o nome da Porto, que já teve como fregueses Getúlio Vargas, Zé Kéti e Tom Jobim. Ela assumiu recentemente os negócios do pai, Almir, 78, ícone no setor, que se aposentou. "Muitos franceses compram aqui", orgulha-se.

Vanusa, da Chapelaria Porto, no Edifício Delamare, no Centro do Rio. Parte do equipamento é de 1880 - Daniel Castelo Branco

Christiane de Faria, 37, também é a quarta geração da Chapelaria A Esmeralda (1920), que vende chapéus de São Paulo e do Sul do Brasil, com proteção UV (ultravioleta), boinas e bonés. "A esperança de dias melhores nos mantém", afirma. Já a Alberto (1907) também resiste na Rua Buenos Aires. O endereço foi visitado por ilustres personalidades, como Vinícius de Moraes e Rei Alberto, da Bélgica.

Conhecido como o 'Senhor dos Chapéus', Marcelo Sarquis espalha, através de sua loja, a Aba, em Copacabana, cerca de 600 Panamás no Rio e em oito países, mensalmente. "São feitos por índios incas, no Equador. Boto a cor que o cliente quiser", avisa.

A pedagoga Emília Macharet, 47, trocou a escola pela fabricação artesanal de chapéus, contando com as filhas, Victória, 22, e Marcela, 12, como modelos. Criou a marca Design Carioca e foi parar em programa da TV Globo. "Estamos crescendo", comemora.

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