Operação Lava Jato cumpre mandados de prisão no Rio e na Bahia

Nova fase investiga fraudes na exportação de pedras preciosas, mais um esquema criminoso da organização do ex-governador Sergio Cabral no Rio de Janeiro de na Bahia

Por O Dia

Sérgio Cabral
Sérgio Cabral -

Rio - A Operação Lava Jato cumpre, na manhã desta terça-feira, nove mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em endereços de empresas e pessoais. A operação, batizada de Operação Marakata, desdobramento da Operação Câmbio Desligo, investiga mais um esquema criminoso da organização do ex-governador Sergio Cabral no Rio de Janeiro e na Bahia.

O Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) e Receita Federal investigam um esquema de comércio ilegal de esmeraldas e outras pedras preciosas e semipreciosas envolvendo evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre 2011 e 2017, há registros de que as transações desse esquema em duas contas internacionais movimentaram cerca de US$ 44 milhões.

Entre os alvos da operação desta terça-feira, investigados no sistema de câmbio ilegal comandado pelo doleiro Dario Messer, que está foragido, estão os sócios-administradores da empresa Comércio de Pedras O S Ledo, Marcello, Luiz Santos de Araujo, e Daisy Balassa Tsezanas, que trabalham comprando esmeraldas e outras pedras de garimpos na Bahia e as exportam para empresários indianos usando notas fiscais e invoices falsos.

A suspeita é que que o preço declarado pelas exportações, pago oficialmente à empresa brasileira pelos compradores estrangeiros, era subfaturado. Os investigadores analisam se o excedente, que completaria o preço real da compra pelas pedras, seria pago “por fora” pelas empresas estrangeiras e transferido para os operadores da rede de offshores de Messer.

Operação Câmbio Desligo

A Operação Câmbio Desligo revelou uma rede de negócios de Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”, cujo sistema paralelo de compensações conciliava interesses de clientes de doleiros distintos. As transações eram feitas fora do alcance de autoridades para lavar rendimentos da corrupção, sonegação fiscal e outros crimes. O sistema foi exposto a partir da colaboração de dois doleiros que movimentaram mais de US$ 1,6 bilhão em contas de 3 mil offshores em 52 países.

As investigações da operação desta terça-feira tem como base as delações de Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, doleiro que foram presos no Uruguai por envolvimento no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral. 

 

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