Jair Bolsonaro volta à polêmica

Apesar dos apelos pela pacificação política, candidato aparece em foto simulando ter arma na mão

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Após cirurgia de emergência, Bolsonaro segue na UTI do Albert Einstein -

Mesmo após ser esfaqueado em um atentado na última quinta-feira, dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, Minas Gerais, e em meio a apelos pelo fim da radicalização política, feitos por vários partidos, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) criou polêmica ontem nas redes sociais ao posar para uma foto imitando com a mão o gesto de uma arma. A imagem foi publicada por um dos filhos do presidenciável.

Flávio Bolsonaro publicou a foto do pai no Instagram. Na imagem, o presidenciável aparece sentado em uma poltrona do quarto em que está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O filho ainda utilizou a rede social para falar sobre o estado de saúde do candidato. "Meu pai segue evoluindo e começou agora a fisioterapia. Muito obrigado a todos pela força e pelas orações!", escreveu.

Em meio às críticas e questionamentos nas redes sociais, outro filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, afirmou que o gesto do pai é uma marca registrada dele, uma vez que ele é reconhecido por adotar posicionamento totalmente contrário ao desarmamento. "Não vejo nada de prejudicial ou alguma coisa que possa gerar violência", disse. Mesmo assim, a publicação gerou muita polêmica nas redes sociais.

Segundo boletim médico do Hospital Albert Einstein, Jair Bolsonaro está consciente e em boas condições clínicas. Ainda conforme o documento, o quadro de saúde do presidenciável é estável e ele já pode ser movimentado da cama para a poltrona. "Encontra-se em boas condições cardiovascular e pulmonar, sem febre ou outros sinais de infecção. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via venosa", diz a nota.

De acordo com a equipe médica do Hospital Albert Einstein, nas últimas 24 horas, os exames de imagem e laboratoriais de Jair Bolsonaro mostraram resultados estáveis. "Está mantida a continuidade no tratamento clínico com boa evolução, sem necessidade de procedimento no momento", informa o boletim.

A equipe médica que cuida de Jair Bolsonaro informou ainda que continuará o tratamento clínico e não há necessidade de novos procedimentos. As visitas ao candidato, no entanto, permanecem restritas. Somente esposa e filhos podem entrar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde ele está internado, uma vez que o local tem acesso controlado. O presidenciável chegou ao Hospital Albert Einstein na tarde de sexta-feira, depois de deixar a Santa Casa de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

 

Agressor vai para Mato Grosso do Sul

Adélio Bispo de Oliveira, o homem que atacou Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, Minas Gerais, foi transferido ontem pela manhã para um presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A remoção foi determinada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora, que converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, sem prazo determinado.

De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Adélio Bispo de Oliveira ficará em uma cela individual e não manterá contato físico com outros presos da unidade. Nos primeiros dias de prisão, o agressor será submetido à avaliação médica e psiquiátrica.

Ainda conforme o Depen, as celas têm aproximadamente sete metros quadrados e contam com cama, banco, escrivaninha, prateleiras, vaso, pia e chuveiro. Ainda segundo o órgão, ele terá direito a seis refeições por dia. O presídio tem capacidade para 220 presos e atualmente abriga cerca de 120 detentos.

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Após cirurgia de emergência, Bolsonaro segue na UTI do Albert Einstein Reprodução/Internet
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