UFRJ começa contratações para Museu mesmo sem ter recebido recursos

Recursos serão destinados a ações emergenciais que incluem a cobertura e o reforço da estrutura do prédio para possibilitar o resgate do acervo

Por Agência Brasil

Museu Nacional do Rio de Janeiro foi destruído por um incêndio no início de setembro
Museu Nacional do Rio de Janeiro foi destruído por um incêndio no início de setembro -

Rio - A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) iniciou as contratações emergenciais para reconstrução do Museu Nacional, apesar de ainda não ter recebido os R$ 10 milhões do Ministério da Educação (MEC). Os recursos serão destinados a ações emergenciais que incluem a cobertura e o reforço da estrutura do prédio para possibilitar o resgate do acervo

A instituição contratou a instalação de tapumes que irão proteger o entorno do edifício, impedindo o acesso de pessoas não autorizadas. “(Os recursos) não estão na conta, mas já estamos fazendo as contratações independentemente disso porque já há a garantia que esses recursos serão repassados”, disse o diretor administrativo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Wagner William Martins.

“Nesse momento, a área ainda se encontra sob investigação da perícia da Polícia Federal, mas ainda têm questões de segurança para acessibilidade das áreas. Isso que está sendo focado. Estabilidade para o início dos trabalhos de resgate”, explica Martins. Entre as ações emergenciais estão incluídos, de acordo com ele, o escoramento das lajes que não desabaram e a cobertura para proteger o local de chuvas.

O MEC confirma que ainda não repassou os recursos e diz que aguarda o termo de referência que será enviado pela UFRJ. A data final para que isso ocorra é nesta segunda-feira. A UFRJ diz que cumprirá o prazo.

O termo servirá de referência para a contratação de empresas para realizar as ações emergenciais. Segundo Martins, como a contratação de tapumes precisa de um “termo de referência mais simples”, a empresa já foi contratada.

Etapas da reconstrução

A reconstrução do Museu Nacional no Rio de Janeiro será feita em quatro etapas, incluindo a possibilidade de cessão de um terreno próximo ao local para que as atividades acadêmicas sejam mantidas.

A primeira etapa será dedicada à realização de intervenções emergências, como instalação de um toldo, escoramento de paredes, levantamento da estrutura, inventário do acervo e separação do que é possível encontrar nos escombros.

A segunda etapa depende da conclusão da perícia da Polícia Federal no local. Depois de realizada, será contratado um projeto básico e, com base nele, será implementado o projeto executivo da reconstrução do museu.

A terceira etapa é a da reconstrução. A ideia é usar a lei federal de incentivo à cultura, a Lei Rouanet. A quarta fase poderá ocorrer em paralelo com a obra de construção. É a de recomposição do acervo. O governo pretende fazer uma campanha internacional para a doação e aquisição de acervos para o Museu Nacional.

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