MP denuncia acusados pela morte de corretora na Barra

Três homens vão responder por homicídio qualificado e feminicídio

Por O Dia

Karina Garofalo
Karina Garofalo -

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Grupo Especial de Combate a Homicídios de Mulheres, denunciou à Justiça nesta quinta-feira o industriário Pedro Paulo Barros Pereira Júnior, o comerciante Paulo Maurício Barros Pereira e o guarda municipal de Resende Hamir Feitosa Todorovic, pelo assassinato de Karina Garofalo Pereira, no último dia 15 de agosto, na Barra da Tijuca. A corretora de imóveis foi morta enquanto passeava com o filho de 13 anos em frente ao condomínio Sun Prime, na Avenida Malibu.

Os três foram denunciados por homicídio qualificado e feminicídio, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão e aumento da pena até a metade pelo fato de o crime ter sido cometido por razões de gênero. Além disso, Paulo Maurício e Hamir foram enquadrados no artigo 14 da Lei nº 10.826/03, por portar ou ocultar arma de fogo sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar. A pena prevista para esse crime é de dois a quatro anos de reclusão.

De acordo com a denúncia, o crime foi praticado por motivo torpe, já que Pedro Paulo, ex-marido de Karina, arquitetou uma espécie de vingança contra a vítima, já que travava com ela disputas judiciais envolvendo a divisão de bens e questões relacionadas à guarda do filho. O denunciado teria ficado contrariado quando a ex-esposa ficou noiva e passou a residir com o novo companheiro.

O MP indica, no documento encaminhado à 1ª Vara Criminal da Capital, que o crime foi praticado com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que Karina foi atingida por Paulo Maurício pelas costas. E que a ação foi praticada pelo fato de a corretora ser do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, uma vez que Pedro Paulo foi casado com a vítima por cerca de 15 anos, e a condição de ex-marido foi determinante para a prática do crime.

Ainda na denúncia, o MP pede a conversão da prisão temporária dos acusados em prisão preventiva com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, por haver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.

Pedro Paulo encontra-se atualmente foragido da Justiça enquanto os outros dois acusados estão presos no sistema penitenciário estadual.

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