Polícia apura homofobia em escola

Aluno diz que foi agredido a pauladas, socos e pontapés em colégio estadual do Méier

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A Polícia Civil investiga o caso de agressão a um estudante do Colégio Estadual Visconde de Cairu, no Méier, que afirma ter sido vítima de homofobia na tarde de ontem. O jovem, que teve a identidade preservada, relatou que ele e o amigo foram ameaçados por um homem que era desconhecido na escola. O aluno contou que levou pauladas, socos e pontapés, e precisou tomar oito pontos na cabeça.

O caso foi registrado como lesão corporal na 23ª DP (Méier). Na tarde de ontem, policiais civis foram ao local em busca de mais informações.Em nota, a Secretaria Estadual de Educação esclareceu que os alunos envolvidos no episódio são maiores de idade.

Em um desabafo no Facebook, a vítima disse que, após a ameaça, o agressor o surpreendeu com um pedaço de madeira, o atingindo na cabeça. "A agressão continuou com socos e pontapés. Quando ele viu que eu caí, começou a bater no meu amigo, que tomou madeiradas e socos no rosto", destacou o estudante. O agressor conseguiu fugir com a ajuda de comparsas.

O aluno contou ainda que foi amparado por professores e funcionários, que ajudaram a estancar o sangue, e chamaram a polícia e uma ambulância. "Até quando vamos ter que passar por isso? Não vamos nos calar. Se fere nossa existência, somos resistência", frisou o jovem, que é integrante da ala da comunidade da Mangueira.

A agremiação, em nota, repudiou as agressões. "Não podemos ficar reféns do ódio e violência. Estamos juntos na luta por uma sociedade mais justa, democrática e igualitária para todas e para todos".

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