O general da reserva Fernando Azevedo e Silva - Tomaz Silva/Agência Brasil
O general da reserva Fernando Azevedo e SilvaTomaz Silva/Agência Brasil
Por O Dia

Rio - O futuro ministro da Defesa afirmou, nesta quinta-feira, que a equipe de transição do governo Bolsonaro não cogita a prorrogação da intervenção no Rio de Janeiro no ano que vem. Em entrevista, o general Fernando Azevedo e Silva destacou que uma renovação "sequer é discutida".

Segundo ele, o que o futuro governo poderá editar, porém, é um decreto de Garantia da Lei e da Ordem para manutenção de parte do efetivo militar no estado. O acordo atual de intervenção no Rio de Janeiro termina em 31 de dezembro. O general Fernando Azevedo e Silva foi entrevistado no programa “Bastidores do Poder”, da Rádio Bandeirantes. 

Recentemente, o interventor general Braga Netto também afirmou que não vê necessidade para prorrogação. Entretanto, ele acha que as ações no estado não deveriam ser "cortadas" porque, agora há um planejamento. Segundo Braga Netto, "as instituições do estado saem fortalecidas do processo de intervenção". 

Ainda de acordo com o interventor, a medida provocou a queda em 28% crimes nos roubos de carga e ao comércio em comparação com 2017. Nesse período, também foi registrada a queda de 22% nos casos de homicídios dolosos e 92% dos roubos a carteiros a pé.

Desde o início das ações, o comando responsável pela intervenção treinou 1.992 agentes em 40 unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Ao todo, 2.317 agentes foram treinados no estado, beneficiando diretamente o atendimento a 5,3 milhões de pessoas.

Segundo o general, o impacto positivo da intervenção também incluiu o turismo no Rio. No feriado de 15 de novembro, a ocupação da rede hoteleira, que no ano passado tinha sido de 48%, neste ano subiu para 85%.

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