Paciente 2.500: RJ bate recorde de cirurgias bariátricas pelo SUS

Programa Estadual coordenado pelo médico Cid Pitombo supera marca de combate à obesidade com 100% das cirurgias feitas por videolaparoscopia

Por O Dia

Paciente 2.500: RJ bate recorde de cirurgias bariátricas pelo SUS
Paciente 2.500: RJ bate recorde de cirurgias bariátricas pelo SUS -

O assistente administrativo Marcelo Wagner Ribeiro, de 53 anos, está ansioso para ver sua vida mudar depois da redução de estômago. Ele é o paciente número 2.500 do Programa de Cirurgia Bariátrica do Estado do Rio de Janeiro e representa o recorde mundial de operações realizadas 100% por videolaparoscopia no sistema público de saúde.

De acordo com o Relatório Anual de Registro de Cirurgia Bariátrica, entre 2012 e 2017, foram realizadas 2300 operações de combate à obesidade pelos serviços públicos do mundo todo. Por aqui, desde 2010, com o Programa de Cirurgia Bariátrica no Hospital Estadual Carlos Chagas, já passaram moradores de todas as regiões do Rio de Janeiro. A média de atendimentos ambulatoriais é de 2.000/mês e a taxa de sucesso é de 99%. Nenhum outro serviço de cirurgia bariátrica do SUS faz todas as cirurgias por videolaparoscopia, técnica menos invasiva, mais segura e que faz a recuperação do paciente ser mais ágil.

Pesando 188,6kg, Marcelo procurou o Programa depois que percebeu que não cabia no assento do cinema. Quando chegou a vez dele no tratamento de combate à obesidade oferecido gratuitamente pelo SUS, ainda precisava emagrecer antes de ser operado. Durante seis meses, seguindo as orientações da nutricionista e da psicóloga, Marcelo atingiu 150,2kg e, além de peso, está prestes a se livrar da diabetes e da hipertensão adquiridas em decorrência da obesidade. Casado e pai de três filhos, a maior expectativa de Marcelo é por mudanças na qualidade de vida: não precisar mais se preocupar se vai ficar preso na roleta do ônibus, conseguir amarrar os sapatos, cruzar as pernas e diminuir o manequim de 70 para algo em torno de 46 e 44.

O combate à obesidade no Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica é feito por uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. Mais de quatro mil pacientes estão em acompanhamento pré e pós-operatório. Além disso, são realizadas 40 cirurgias mensalmente.

Perfil do especialista: Há quase 25 anos, ao sair da faculdade, Pitombo foi para os Estados Unidos se especializar em cirurgia laparoscópica. Voltou ao Brasil cinco anos depois para aprender sobre cirurgias da obesidade e, ao final do mestrado e doutorado, rodou grandes centros de cirurgia bariátrica nos EUA. Logo percebeu que os conhecimentos sobre laparoscopia e obesidade eram uma área a ser explorada. Juntou-se aos grandes nomes da cirurgia bariátrica, experimentou diferentes técnicas, operou e deu aulas em diversos países e se tornou referência no Brasil em cirurgia bariátrica por videolaparoscopia, técnica que utiliza em todas as unidades em que opera. O procedimento é menos invasivo e proporciona recuperação mais rápida do paciente.

Como ter acesso à bariátrica pelo SUS: Para se candidatar à cirurgia bariátrica no programa do Estado, o paciente deve procurar um atendimento ambulatorial próximo de sua casa para que um médico avalie a necessidade da cirurgia. Se a operação for indicada, o médico da atenção básica deve inserir o paciente na Central Estadual de Regulação, que faz o encaminhamento para o Programa de Cirurgia Bariátrica do dr. Cid Pitombo. As regras da fila são estipuladas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde.

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