Por RAFAEL NASCIMENTO

Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta terça-feira,uma operação, batizada de Operação Falkland, contra uma organização criminosa que atua em Macaé, na comunidade das Malvinas, a maior do município, com ramificação em várias cidades do Espírito Santo. Serão cumpridos oito mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Até o momento, cinco pessoas foram presas, sendo duas no Espírito Santo, onde a polícia cumpre mandados em Cariacica, Vitória e na Serra.

Segundo as investigações, iniciadas em março, o grupo do Espírito Santo fornecia armas para a quadrilha da comunidade Malvinas, que leva o nome de ADA (Amigo dos Amigos). O armamento era trazido do Paraguai. A quadrilha tinha preferência por encomendar fuzis, granadas e Kits rajadas.

De acordo com o Ministério Público, durante as investigações três suspeitos foram presos, entre eles Luiz Carlos Moraes de Souza, conhecido como o "Monstro", que, segundo o MP, seria o líder desta da quadrilha. Ele foi alvo de mandado cumprido nesta terça-feira. Atualmente ele está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu. 

Segundo o delegado Pedro Brasil, o objetivo inicial desta operação era investigar o tráfico de drogas, mas, no percurso, se descobriu o esquema de comercialização de armas e drogas para as comunidades do Rio e de Macaé, como o ADA e a facção Terceiro Comando Puro, no Morro do Urubu, em Pilares, no Rio de Janeiro.

Segundo o GAECO, eles descobriram, através de escutas telefônicas, que os traficantes traziam armas do Paraguai. Entretanto, eles não conseguiram identificar as rotas usadas por esses criminosos para transportar o armamento. Os presos vão responder por associação ao tráfico com uso de arma de fogo e proximidade de estabelecimento de ensino. Se condenado, podem pegar de 10 a 25 anos de prisão.

O promotor da GAECO, Diego Abreu, afirma que a quadrilha ADA não tem mais tanta força no Rio de Janeiro, mas que mesmo assim é muito violenta e tem forte influência na comunidade das Malvinas, onde aterroriza moradores através de atos violentos, como o lançamento de bombas. “Identificamos que eles não tinham só braços nas Malvinas mas, também, ramificações no Espírito Santo e na capital”, lembrou Abreu. 

Foram indiciados o chefe do tráfico da facção, identificado como Luis Carlos Moraes de Souza, vulgo “Monstro”; Hugo Almeida dos Santos, conhecido como “Firma do Baixinho”; Renato Alves Soares, vulgo “Rei” ou “Dutra”; Pablo Alves Vieira Silva, conhecido como “Piloto”; e Wagner Paulo Rodrigues da Rocha, vulgo “Waguinho”.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), com o apoio do NUROC, Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção da Polícia Civil do Espírito Santo, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ).

Você pode gostar