Zona Oeste é a região do Rio com maior número de crimes por LGBTfobia

Delegacias da Taquara, Realengo, Campo Grande, Barra da Tijuca e Recreio receberam pelo menos dez vítimas ao longo ano passado. Ao todo, 431 pessoas registraram queixas em unidades do estado

Por O Dia

Ao todo, houve no ano passado 2.500 casamentos entre homens e 3.387 entre mulheres. O aumento foi de 5.354, em 2016, para 5.887, em 2017
Ao todo, houve no ano passado 2.500 casamentos entre homens e 3.387 entre mulheres. O aumento foi de 5.354, em 2016, para 5.887, em 2017 -

Rio - A Zona Oeste do Rio de Janeiro é a região do município com o maior número de crimes motivados por crimes por LGBTfobia. A informação foi divulgada, nesta segunda-feira, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), que publicou a primeira edição de um estudo na área de Segurança Pública no Brasil, intitulado 'Dossiê LGBT+', apresentando dados sobre a violência motivada por LGBTfobia no Estado do Rio. O documento teve como fonte o banco de dados dos registros de ocorrência da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), relativos ao ano de 2017, disponibilizados pelo Departamento Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (DGTIT/PCERJ).

Segundo o estudo, as delegacias da Taquara, Realengo, Campo Grande, Barra da Tijuca e Recreio receberam pelo menos dez vítimas cada, sendo que as duas primeiras com os maiores números: 17 e 16 respectivamente. Ao todo, 431 pessoas registraram queixas em delegacias do estado ao longo do ano passado.

Ainda de acordo com o relatório, 55% das vítimas afirmaram que conhecia os autores da violência, e 43,4% desses crimes ocorreram dentro de casa. A agressão moral correspondeu a 51,4% das denúncias, seguida da violência física e psicológica, ambas com 22,7%. Por sua vez, jovens de 18 a 29 anos somam mais de 40% das pessoas agredidas, sendo a maioria do sexo masculino.

Produzido em parceria com a Prefeitura do Rio, o dossiê buscou apoiar com dados a elaboração de políticas públicas voltadas ao combate da LGBTfobia, nos diversos meios sociais, além de divulgar os canais disponíveis para o encaminhamento de denúncias que possam prevenir ou combater tais ameaças ou violações.

"O material tem como um de seus objetivos dar visibilidade a este tipo de crime. Ele mostra que o Estado reconhece que este tipo de violência existe e que é um problema social. Também buscamos tentar informar a população sobre os canais de comunicação em defesa desta população", afirmou o analista do ISP, Victor Chagas Matos.

O coordenador Especial de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Nélio Georgini, enfatizou a importância do documento.

"Este dossiê trouxe fundamentalmente um aporte de comunicação com a metodologia que a máquina pública entende", ressaltou.

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