Dívida da prefeitura com VLT se estende aos funcionários

Cerca de 70 profissionais da obra estão sem receber salários

Por GUSTAVO RIBEIRO

Pavimentação para receber a Linha 3 ainda precisa de retoques -

Rio - Além de impedir a inauguração da Linha 3 do VLT, a dívida da Prefeitura do Rio com o VLT Carioca deixa os funcionários da obra sem rescisões e salários. Os atrasos podem comprometer acabamentos e manutenções na via, porque há risco de paralisação. Eles também cogitam fazer manifestações para interromper o sistema já em operação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil Pesada (Sitraicp), Nilson Duarte, resta concluir 5% do projeto: "Cerca de 70 trabalhadores estão prejudicados. Há profissionais demitidos sem rescisão e outros que estão na fase final da obra e não receberam salário neste mês. Os trabalhadores querem fazer manifestações de surpresa para suspender a circulação das linhas 1 e 2", ressaltou.

O Sitraicp se reuniu com a concessionária na quarta-feira e espera posicionamento. Duarte explicou que empreiteiras devem aos funcionários porque não têm recebido do VLT. O consórcio afirma que só poderá acertar as dívidas quando a prefeitura normalizar os repasses da obra.

A Linha 3, que ligará a Central ao Santos Dumont, foi construída na Avenida Marechal Floriano. Como O DIA noticiou, ela está pronta desde dezembro, mas não foi inaugurada porque a prefeitura parou de pagar ao consórcio, que deve à Alstom, detentora da energia. O consórcio informou que os serviços em curso não impedem a operação e resumem-se a pequenos acabamentos e manutenção de trechos danificados. E destacou que não cogita suspender as linhas 1 e 2.

A prefeitura não quis se posicionar sobre as ameaças dos funcionários e disse que novas informações serão dadas após reunião com o consórcio hoje.

 

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