A imagem de São Sebastião foi da Tijuca à Catedral Metropolitana
 - Fernanda Dias/Agencia O Dia
A imagem de São Sebastião foi da Tijuca à Catedral Metropolitana Fernanda Dias/Agencia O Dia
Por *Bárbara Mello

Rio - Católicos, espiritualistas, umbandistas e candomblecistas. Da Zona Sul à Norte, do morro ao asfalto. A fé e a gratidão ao padroeiro do Rio de Janeiro dispensa rótulos. Nos quase 3km percorridos desde a Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca, até a Catedral Metropolitana, no Centro do Rio, mais de 20 mil fiéis se reuniram na tarde deste domingo para participar da tradicional procissão de São Sebastião, em forma de agradecimento, liderados pelo arcebispo do Rio, o cardeal Dom Orani João Tempesta.

Como é o caso de Sandro Capadócia, assessor especial da Secretaria de Turismo. Católico, Sandro participa da procissão em agradecimento ao padroeiro após ter saído apenas com ferimentos leves de um atentado a tiros, sofrido em 1993. "Sou um cidadão carioca, devoto que serve na casa de São Sebastião e há 23 anos, participar dessa procissão é uma lei na minha vida", diz.

Quem enfrentou quase três horas de viagem para participar da procissão, foi Ítalo Rômulo, morador de Itaboraí. Ele participa há 30 anos da procissão, após ter recebido a cura de uma grave doença no estômago. "Faça chuva ou faça sol, eu sempre venho até aqui para agradecer a São Sebastião", conta.

Espírita kardecista, o advogado Marco Aurélio de Souza deve sua entrada na OAB à intercessão do santo padroeiro, depois de uma promessa feita há 15 anos. "Eu prometi a Sebastião que, se eu passasse na prova da ordem, eu viria à procissão todos os anos de minha vida, mesmo que eu tenha 100 anos", exclama Souza.

Muitos fiéis também pediram ao padroeiro que 2019 seja um ano de paz e alegrias para o Rio de Janeiro. Como os pais do pequeno Isaac de 1 ano, que desfilava pelo cortejo vestido como Sebastião. Para Luciano e Aline Soares, o tom é de otimismo: "A gente tem esperança que tudo venha a ser diferente. É o que pedimos a São Sebastião".

O mineiro Rafael Rapaula completou cinco meses morando no Rio, celebrando a festa de Oxóssi, e pediu ao orixá representado por São Sebastião no sincretismo da Umbanda, um ano de igualdade, amor e respeito. "Que o orixá guerreiro, como o santo, nos ajude a guerrear nessa luta".

Os festejos se encerraram na Catedral Metropolitana, com a celebração da missa e a benção à cidade.

*Estagiária sob supervisão de Ricardo Schott

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