Família diz que porteiro da Fiocruz foi morto em Manguinhos por snipers da Polícia Civil

Tiro que matou Rômulo Oliveira da Silva, 37 anos, teria sido disparado de uma torre que fica na Cidade da Polícia, a poucos metros da comunidade, e ele não seria a primeira vítima dos atiradores de elite. Corpo do porteiro será sepultado nesta quinta-feira no Caju

Por Antonio Puga

Cidade da Polícia (esquerda) fica ao lado da comunidade de Manguinhos
Cidade da Polícia (esquerda) fica ao lado da comunidade de Manguinhos -

Rio - O corpo do porteiro da Fundação Oswaldo Cruz, Rômulo Oliveira da Silva, de 37 anos, será sepultado nesta quinta-feira, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio. Ele foi baleado na noite de terça-feira na localidade conhecida como Coreia. Segundo parentes da vítima, o tiro teria sido disparado por atiradores de elite "snipers" da Polícia Civil, que ficam na torre da Cidade da Polícia.

Familiares de Rômulo Oliveira da Silva afirmam que no momento em que ele foi baleado não havia troca de tiros. A vítima chegou a ser socorrida na UPA de Manguinhos, mas não resistiu.

Em nota a Secretaria de Polícia Civil informou que não autorizou nenhuma ação de snipers de dentro da Cidade da Polícia. Quanto a morte de Rômulo Oliveira da Silva, ela está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios e diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias da morte.

Comentários