Foco do incêndio causou emboscada

De acordo com depoimento dos sobreviventes, fogo começou perto da porta e dificultou fuga das vítimas

Por O Dia

Vista aérea do dormitório do Centro de Treinamento do Ninho do Urubu: destruição e morte
Vista aérea do dormitório do Centro de Treinamento do Ninho do Urubu: destruição e morte -

Os 13 garotos que sobreviveram à tragédia no Ninho do Urubu foram unânimes em dizer à Polícia que o incêndio no dormitório começou no ar-condicionado. As causas ainda serão determinadas pela perícia. Por enquanto, a única certeza é de que os meninos que saíram vivos estavam todos perto da porta de saída do alojamento.

Pelos depoimentos colhidos na 42ª DP (Recreio), o fogo teria começado no último quarto do dormitório, justamente o que ficava próximo à porta — por isso, quase todos garotos que dormiam nos dois primeiros quartos escaparam, com exceção de um. Os oito meninos que ocupavam os últimos dois quartos morreram. Nessa região também ficava o banheiro, onde pelo menos seis vítimas teriam sido encontradas, conforme publicou a coluna Informe do Dia.

Segundo um dos depoimentos, ao qual a 'TV Globo' teve acesso, os sobreviventes deram a volta no contêiner e quebraram a janela do terceiro quarto por onde retiraram os três feridos que estão internados (Jhonata Ventura, Francisco Dyogo e Cauã Emanuel). Athila de Souza não pôde sair e morreu. Outro relato revela que algumas vítimas pareciam desmaiadas.

CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti garantiu que foi feita recentemente a manutenção do sistema de ar-condicionado do CT. Segundo ele, os picos de luz no local, devido ao temporal de quarta-feira, podem ter sido os causadores do incêndio: "A perícia disse a alguns funcionários que o problema começou no ar-condicionado. E ninguém sabe por que aconteceu lá, os aparelhos estavam em perfeita ordem. A suposição é que os picos de energia tenham influenciado no funcionamento regular e ocasionado o incêndio. Sentimos muito".

Nesta semana, ao menos três funcionários citados nos depoimentos serão ouvidos pela polícia, assim como representantes do CT e da empresa que fornece os contêineres.

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