Supermercado cancela contrato com empresa após segurança matar jovem

Pedro Gonzaga morreu após ser imobilizado por um segurança do Extra, na tarde da última quinta-feira

Por O Dia

Bombeiros tentaram reanimar Pedro Henrique ainda no mercado
Bombeiros tentaram reanimar Pedro Henrique ainda no mercado -

Rio - O hipermercado Extra, que pertence ao Grupo Pão de Açúcar, informou, nesta terça-feira, que rescindiu o contrato com a prestadora de serviços de segurança Groupe Protection. Pedro Henrique Gonzaga, de 19 anos, foi asfixiado e estrangulado pelo segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, na unidade da Barra da Tijuca, na última quinta-feira.

Em nota, o Extra ainda informou que a empresa tem total interesse na apuração integral dos fatos e está colaborando com as investigações. "O Extra reitera que se solidariza com os familiares de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga, já estando inclusive à disposição para um contato no tempo que considerarem adequado", finalizou.

O jovem teria tentado roubar a arma do segurança quando foi derrubado pelo mesmo em um "mata-leão". Imagens registradas em vídeos enviados ao WhatsApp do DIA (98762-8248) mostram que pessoas no entorno alertavam para a gravidade do caso. "Está desmaiado, não está não?", indagou alguém. "Está sufocando ele", disse uma mulher. "Ele está com a mão roxa", constatou outra pessoa. O segurança, no entanto, não soltou o pescoço do jovem e disparou: "Cala a boca".

Segurança vai responder por homicídio doloso

De acordo com a Delegacia de Homicídios (DH), o segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, será indiciado por homicídio doloso — quando há intensão de matar. Além dele, todos os outros vigilantes — ao menos três que estavam no local — também responderão por omissão de socorro.

Para os investigadores da DH, Amâncio teria assumido o risco de matar quando imobilizou Pedro com um 'mata-leão'. Ao menos cinco câmeras de segurança estão sendo analisadas e poderão comprovar que o rapaz não teria tentado retirar a arma do segurança. Os outros vigilantes poderão responder por terem se omitido e deixado Amâncio usar força excessiva contra a vítima. 

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