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'Cidade que afunda', Atafona deve receber ajuda federal para conter erosão e avanço do mar

Situação da região litoral do Norte Fluminense se agravou mais nas últimas décadas; O DIA fez série em 2017 sobre os problemas dos moradores

Por O Dia

Cidade de Atafona sofre com erosões litorâneas
Cidade de Atafona sofre com erosões litorâneas -

Rio - A cidade de Atafona, no litoral do Norte Fluminense, deve receber ajuda estadual e federal para conter o avanço do mar, após episódios constantes de nocivas erosões e os efeitos desse fenômeno, que acontecem desde 1960 e se agravaram nos últimos anos. Há partes do distrito que já nem existem mais e a cada época a situação dos habitantes piora: faixas de terra diminuem e residências e estabelecimentos comerciais são destruídos.

Para conter o avanço do mar em direção aos imóveis da região, o deputado Bruno Dauaire (PRP) pediu ajuda federal. Foi enviado um dossiê ao ministro de Infraestrutura Tarcísio de Freitas, ao senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e ao deputado federal Wladimir Garotinho (PSD-RJ), com medidas de contenção necessárias para diminuir os prejuízos. No último domingo, o secretário da Defesa Civil, Roberto Robadey, esteve em Atafona e confirmou a necessidade de ajuda federal e que sejam realizadas ações no local.

"O problema encontrado aqui é muito grave, de grandes proporções. Precisamos unir esforços e levar essa situação para a União, a qual vejo que seja a única capaz de dar uma solução definitiva para o problema de Atafona", disse Robadey.

O caso de Atafona é acompanhado pelo O DIA há tempos. Em 1994, por exemplo, foi noticiado que o mar teria avançado 500 metros sobre a Ilha da Convivência e o Pontal e que teria inundado uma área de mais de 100 metros quadrados. Na ocasião, mais de mil pessoas ficaram desalojadas e a Capela de São Pedro foi destruída. Em 1996, mais uma tragédia: 100 casas foram levadas pelo mar e três anos depois, esse número tinha subido para 800. Entre elas, o posto de gasolina e o Farol de Atafona, que até 2008 mudaria de lugar três vezes. Além disso, em 2017, as ondas de até 2,5 metros preocuparam os moradores, que temiam a aceleração do processo de invasão do mar.

 

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