Cristo será iluminado com cor azul para lembrar Dia Mundial do Autismo

Estátua ganhará iluminação especial nesta segunda-feira, um dia antes da data

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Cristo Redentor com a iluminação azul em homenagem à campanha
Cristo Redentor com a iluminação azul em homenagem à campanha -

Rio - A estátua do Cristo será iluminada com a cor azul às 18h30 desta segunda-feira, para chamar a atenção para o Dia Mundial do Autismo, lembrado tradicionalmente no dia 2 de abril. Nesta data, associações e grupos de apoio de diversas partes do mundo se unem em ações no entorno de monumentos e espaços públicos, iluminando-os com a mesma cor, para uma maior conscientização social sobre autismo.

"Divulgar os sintomas, para que mais pessoas conheçam, saibam como tratar e acolham aos irmãos que são portadores de autismo é, antes de tudo, um ato de amor testemunhado. É uma forma de nos colocarmos de braços abertos, como o Redentor, em prol dessa causa social", afirma o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo.

Sobre o autismo

Há mais de 15 anos, o autismo deixou de ser classificado como doença e passou a ser tratado como uma deficiência, segundo a Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a OMS, o autismo se manifesta geralmente antes dos três anos de idade, por meio de um tipo característico de comprometimento do funcionamento regular nas principais áreas de interação: a sociabilidade, a linguagem, a capacidade lúdica e a comunicação. O sintomas são dificilmente identificados de forma precoce, atingindo particularmente mais indivíduos do sexo masculino.

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias. Seu grau de comprometimento pode ser leve ou mais grave, em que o paciente se mostra incapaz de manter contato interpessoal. O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental. Atualmente são consideradas causas múltiplas para o autismo, entre elas, fatores genéticos e biológicos.

O diagnóstico é essencialmente clínico, com base no comprometimento e o histórico de cada paciente, e por meios de critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

O tratamento varia de uma criança para outra porque nem todos são afetados da mesma forma. No geral, porém, é necessário recorrer a diversos profissionais de saúde como médico, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e psicopedagogo, sendo muito importante o apoio familiar para que os exercícios sejam realizados diariamente, melhorando assim as capacidades e a qualidade de vida da criança. O tratamento deve durar a vida toda, e reavaliado a cada 6 meses. A reavaliação é importante para que o autista possa ser adequado às necessidades e realidades da família. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

Além de tratamento especializado, o autista precisa, sobretudo, da atenção e carinho dos parentes mais próximos. Por isso também é importante que todos os envolvidos também tenham  atendimento e orientações especializadas. Lembrando que os autistas têm dificuldade em lidar com mudanças, por menores que sejam. Por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina.

A  inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, recomendada por especialistas, é fundamental, mas ainda um desafio. As limitações que o distúrbio provoca em cada um devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento individualizado. Muitos autistas, por sua vez, apresentam desempenho superior em determinadas áreas do conhecimento, com características de genialidade. Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas no site www.autismo.org.br .

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