Rio Mais Presente começa a atuar na Ilha do Fundão

Parceria entre prefeitura e iniciativa privada vai investir R$ 200 milhões na segurança do campus

Por LUIZ PORTILHO

Patrulhamento será realizado por agentes do programa, policiais militares e guardas municipais
Patrulhamento será realizado por agentes do programa, policiais militares e guardas municipais -

O prefeito Marcelo Crivella anunciou ontem o início da operação do Rio Mais Seguro no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) da Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio. A Cidade Universitária é alvo constantes de casos de violência, que envolvem assaltos, estupros e sequestros-relâmpagos. Os 23 agentes do programa, 13 policiais militares e 10 guardas municipais começaram a atuar ontem mesmo. 

As equipes contarão com três viaturas e quatro motocicletas para realizar rondas de segunda a sexta, das 6h à meia-noite, e aos sábados, das 6h às 18h. A região é a segunda da cidade a receber o programa, em parceria com a prefeitura, que existe desde dezembro de 2017 no Leme e em Copacabana, na Zona Sul. O investimento é de R$ 200 mil, sendo cerca de 65% da iniciativa privada.

"Não vai ser só a segurança não, será como em Copacabana, onde a gente atuou em parceria fazendo tapa-buraco, consertando calçadas, podando árvores, desentupindo ralos. Vamos apoiar a prefeitura do Fundão em todas essas obras que cabem à Prefeitura do Rio", disse o prefeito.

A violência na Ilha do Fundão é uma preocupação geral. Beatriz Mota está no primeiro período do curso de Design e toma certas medidas de precaução. "Eu evito andar sozinha, pois tenho medo. Dentro do prédio é seguro, mas quando saímos para pegar ônibus sentimos medo", disse a estudante, de 19 anos.

O pedreiro Daniel da Silva Viana, 53 anos, mesmo se recuperando de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sai de Nova Iguaçu,na Baixada Fluminense, diariamente para acompanha a filha, de 22 anos, até a Faculdade de Letras. "Ela sempre me relata que há assaltos, coisas absurdas. Fico aqui esperando até o fim da aula", disse.

À noite a situação é pior, o que prejudica até o cumprimento dos tempos de aula. "O último tempo acaba às 22h, mas os professores sempre liberam meia hora antes, para ninguém sair muito tarde", conta Ana Aparecida Ribeiro, 39 anos.

No mês passado, foram registrados pelo menos três casos de roubos na Ilha do Fundão. Um casal teve o carro levado por bandidos na Rua Maria Paulina de Souza. Uma semana antes, uma estudante de nutrição foi vítima de um sequestro-relâmpago. O mesmo episódio aconteceu com um casal de pesquisadores da universidade. No dia 27, um estudante foi ferido no braço esquerdo por uma bala perdida. O caso ocorreu na entrada do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza. A prefeitura do campus informou, na época, que este foi o primeiro caso registrado e que acionou a Polícia Militar.

 

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