Um jornal com DNA popular

Reportagens denunciavam más condições de habitação, saneamento e transporte

Por O Dia

O jornalista Chagas Freitas (à esquerda) lançou O DIA. Em 1983, o jornal foi comprado pelo jornalista e empresário Ary Carvalho (à direita), que levou o jornal a vender 1 milhão de exemplares
O jornalista Chagas Freitas (à esquerda) lançou O DIA. Em 1983, o jornal foi comprado pelo jornalista e empresário Ary Carvalho (à direita), que levou o jornal a vender 1 milhão de exemplares -
Rio - O vespertino A Notícia, comprado em outubro de 1950 por Ademar de Barros, foi entregue ao seu correligionário no Partido Social Progressista (PSP) e homem de confiança no Rio, o jornalista, advogado e político Antônio de Pádua Chagas Freitas. Ele percebeu que havia público para um jornal matutino com a mesma linha editorial. As manchetes falavam de escândalos, crimes e desastres em uma linguagem acessível, com foco no cotidiano das ruas do Rio. O jornal também apostava em reportagens sobre as péssimas condições de habitação, saneamento e transporte público. Em 1979, com o fechamento do jornal A Notícia, O DIA se fortaleceu, aumentando a circulação para 300 mil exemplares.
Mas passou por uma transformação gradual a partir de outubro de 1983, quando Chagas Freitas decidiu vender o jornal. Ary Carvalho, então proprietário do Última Hora, fechou o negócio e se tornou o novo proprietário do jornal. A linha editorial voltada ao jornalismo popular de um veículo que dava sustentação política ao antigo dono foi alterada com base em uma pesquisa encomendada para entender o perfil do leitor.
1 milhão de exemplares
Com aposta em grandes reportagens e reforço na cobertura política e econômica, O DIA começou a conquistar prêmios jornalísticos e a ampliar a sua circulação. A ideia era trilhar um caminho no jornalismo popular de qualidade, se afastando do conteúdo sensacionalista. Em 1987, O DIA ficou em segundo lugar em vendas em todo o país com crescimento de 149% nas classes A e B, segundo dados do IVC. Em 1991, fechou o ano com recorde de vendas: mais de cem milhões de exemplares, média de 8.376.974 jornais por mês, todos comprados em bancas. No começo da década de 1990, o ápice, quando o jornal chegou a rodar até 1 milhão de exemplares em uma única edição.
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