Com sol e calor, banhistas lotaram ontem a Praia de Copacabana - Gilvan de Souza / Agencia O Dia
Com sol e calor, banhistas lotaram ontem a Praia de CopacabanaGilvan de Souza / Agencia O Dia
Por O Dia
Rio - O inverno começou há dez dias, mas as temperaturas dos últimos dias na cidade parecem ser da estação mais quente do ano. A temperatura mais alta da estação já chegou aos 34.4 graus, registrado em Santa Cruz, na última quinta-feira. O meteorologista Amerino Marinho, do Instituto Nacional de Meteorologia explica que a média de temperatura máxima no mês de junho ficou 2ºC acima da média, assim como a temperatura mínima foi de 1,4ºC acima do normal.
O veranico, fenômeno meteorológico que consiste em um período de calor intenso em pleno inverno, pode ser explicado pela influência do fenômeno meteorológico El Niño, que tem como um de seus efeitos no Brasil a dificuldade de incursão do ar frio polar no interior do país. O Rio de Janeiro é mais afetado por essa condição climática por estar no litoral. Por isso, a cidade vai sentir a passagem de várias frentes frias durante o inverno, mas poucas conseguirão provocar chuva relevante e queda acentuada de temperatura. Exemplo disso é a previsão do tempo para este mês de julho, que terá poucos dias com chuva e quase todas as frentes frias passarão enfraquecidas. 
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Por outro lado, tem quem goste e se beneficie do calor fora de época. Wellington Ferreira, de 27 anos, é vendedor de sorvetes na Praia de Copacabana está contente com as altas temperaturas. "Com a chegada do inverno, eu estava querendo trabalhar com milho ou tapioca, mas como firmou a temperatura, continuo vendendo sorvete", comentou o comerciante, que diz que o lucro está sendo quase o mesmo que nos dias de verão. De passagem pela cidade para a Copa América, o chileno Edson Santiago, de 25 anos, compara o tempo da cidade com a do país de origem, que também está no inverno. "No Chile também é inverno, mas está muito frio e chuvoso. Eu não viria para o Brasil se aqui estivesse frio", disse o turista, que visita o país pelo menos duas vezes por ano.
 
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