Miliciano foragido da 'Operação Intocáveis' é preso em Rio das Pedras

Júlio Cesar Veloso Serra, o Cabelo, é o décimo preso dos 13 denunciados que tiveram prisão decretada pela Justiça. Ainda estão foragidos o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, Gerardo Alves Mascarenhas, o 'Pirata', e Fabiano Cordeiro Ferreira, o 'Mágico'

Por O Dia

Júlio Cesar Veloso Serra, o Cabelo, foi preso nesta terça-feira antes de entrar em um lugar usado como esconderijo em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio
Júlio Cesar Veloso Serra, o Cabelo, foi preso nesta terça-feira antes de entrar em um lugar usado como esconderijo em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio -
Rio - Agentes do Ministério Público do Rio e policiais civis prenderam, na tarde desta terça-feira, o miliciano Júlio Cesar Veloso Serra, um dos homens de confiança do miliciano Manoel de Brito Batista, o Cabelo, que estava foragido desde a deflagração da "Operação Intocáveis”, em janeiro deste ano. Ele foi preso em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com o apoio da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil. 
Júlio Cesar é o décimo preso dos 13 denunciados que tiveram prisão decretada pela Justiça. Ainda estão foragidos o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, Gerardo Alves Mascarenhas, o Pirata e Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico.
O miliciano foi detido por agentes do Gaeco, após monitoramento e ações de inteligência. Ele foi preso quando se dirigia para um dos locais usados como esconderijo. O preso foi apresentado na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) para as medidas de praxe, informou o Ministério Público.

A Operação Intocáveis foi realizada em 22 de janeiro para prender integrantes de organização criminosa que atua nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e adjacências, na Zona Oeste do Rio.
As investigações, realizadas por meio de escutas telefônicas e notícias de crimes, recebidas pelo canal Disque Denúncia, evidenciaram que os denunciados estavam envolvidos com atividades de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis; receptação de carga roubada; posse e porte ilegal de arma; extorsão de moradores e comerciantes, mediante cobrança de taxas referentes a ‘serviços’ prestados; ocultação de bens adquiridos com os proventos das atividades ilícitas, por meio de ‘laranjas’; falsificação de documentos; pagamento de propina a agentes públicos; agiotagem; utilização de ligações clandestinas de água e energia; uso da força como meio de intimidação e demonstração de poder, para manutenção do domínio territorial na região de Jacarepaguá.

Contabilidade da mílicia
Segundo o Portal dos Procurados, Julio Cesar Veloso Serra é ligado a milícia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, o miliciano é homem de confiança dos chefes da quadrilha, tendo entre suas funções ser responsável pela contabilidade dos negócios do grupo. 

Documentos comprovam que moradores eram obrigados a alugar determinadas casas e se precisassem de empréstimos não poderiam pegar em bancos ou empresas especializadas. Os moradores eram obrigados a contratar as dívidas junto à associação. Em um dos documentos, o Ministério Público encontrou uma vítima que fez um empréstimo de R$ 100 mil a juros de 6% ao mês.

Em outro, os policiais encontraram o nome de pelo menos 20 pessoas que alugavam casas e apartamentos dos milicianos. De acordo com as provas, que foram analisadas, todas as operações de compra e venda de imóveis passava pelo crivo do ex-presidente da associação de moradores de Rio das Pedras.

Alguns integrantes do grupo de milicianos de Rio das Pedras, também respondem pelo homicídio de Júlio de Araújo, em 24 de setembro de 2015, morto com vários tiros na cabeça da vítima e que seria uma "queima de arquivo", já que ele poderia fazer denúncias sobre crime anterior cometido por integrantes da organização criminosa.
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