Flordelis: perícia vai recuperar mensagens de celulares da família

Polícia usará software especial para ter acesso a conversas apagadas de aparelhos da família

Por Bruna Fantti

Flordelis e o pastor ao celular
Flordelis e o pastor ao celular -
Os 26 celulares apreendidos com parentes da deputada Flordelis dos Santos serão submetidos a análise, por um programa especial de computador, para recuperação das mensagens apagadas. A polícia já conseguiu extrair os dados do celular de Lucas Santos, um dos filhos da parlamentar preso pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo.
Nas conversas, há tratativas para a compra da arma que matou o pastor com um traficante identificado como Playboy da Nova Holanda, do Complexo da Maré. As mensagens já foram anexadas à primeira parte do inquérito. Agora, os investigadores tentam descobrir, nas mensagens apagadas, se mais parentes da deputada participaram como mentores do crime ou se sabiam do plano. Marzy Teixeira, uma das filhas da deputada, disse, em depoimento, que se comunicava com um telefone secreto de Flordelis. A deputada passou a utilizar essa linha, ainda segundo o depoimento, após Anderson descobrir um plano para matá-lo, em janeiro deste ano. Na época, Marzy quis pagar Lucas para matar o pastor, e ela diz que Flordelis tinha conhecimento da proposta.
Os celulares do pastor Anderson, da deputada e de Flávio dos Santos (filho que teria executado o crime), no entanto, nunca foram encontrados pela polícia. No inquérito, há o relato de que em uma primeira busca realizada na casa da deputada para encontrar os celulares, Flordelis teria alegado que não sabia onde estavam os aparelhos. Um dos agentes, então, ligou para os números de Flávio e de Flordelis e escutou os telefones tocarem no interior da casa.
Na ocasião, eles teriam sido impedidos de entrar na residência. A polícia, então, pediu mandado de busca e apreensão à Justiça, que foi concedido. Os agentes retornaram ao imóvel e fizeram buscas, mas não encontraram os aparelhos. Em coletiva, Flordelis disse que não sabia onde estava seu aparelho. “Nunca fui uma pessoa apegada a celular, era difícil entrar em contato comigo. Ficava na mão dos meus filhos, jogando joguinho. Não sei de verdade onde está meu celular”, disse.
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