Moradores e familiares acreditam que rapaz teria sido confundido com criminoso
Maycon trabalhava em um lava a jatoReprodução/Internet
Por Jenifer Alves*
Rio - Agentes da Delegacia de Homicídios (DH) procuram os autores do assassinato de Maycon Nunes Teixeira, de 31 anos. Ele foi morto por criminosos na tarde desta segunda-feira, no bairro Água Santa, na Zona Norte do Rio.
De acordo com o relato de uma testemunha, que preferiu não se identificar, um carro branco parou próximo onde Maycon estava, no cruzamento das ruas Torres de Oliveira com Joaquim Soares, e dois homens saíram e dispararam contra a vítima: "Eu estava passando na rua, teve operação mais cedo e tinha uma viatura no fim da rua. De repente, parou um carro branco e dois homens desceram. Não deu pra ver como eles eram porque estavam de chapéu, o Maycon correu e todo mundo se escondeu, ouvimos os tiros e depois vi o corpo dele já no chão" conta.
Publicidade
Segundo ele, Maycon era um rapaz tranquilo e os moradores desconfiam que ele pode ter sido confundido com um bandido. "Ele tinha um lava jato pequeno na porta de casa, só tinha tamanho, tinha boca e não falava, vivia tranquilo, por isso todos ficaram assustados. Nunca foi envolvido com nada", relata.
O morador conta que a vítima havia comprado uma moto há cerca de quinze dias para trabalhar com entregas. Segundo relatos de quem vive no local, criminosos que atuam na região costumam extorquir os moradores e espalham pânico no bairro.
Publicidade
Segundo a Polícia Militar,equipes do 3º BPM (Méier) realizaram uma ação para reprimir o crime organizado no Morro do 18, em Água Santa. Um confronto teve início quando criminosos atiraram contra os policiais quando eles entravam na comunidade. Houve confronto. Dois bandidos foram atingidos e socorridos ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Com eles foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma pistola calibre 9mm, um rádio comunicador e material entorpecente a ser contabilizado. A ocorrência foi registrada na 24ª DP (Piedade).
A Polícia Civil informou que equipes da unidade realizam diligências em busca de testemunhas e câmeras de segurança que possam ajudar a esclarecer o caso. As investigações seguem em andamento.
Na ocasião, o corpo de Luciano precisou ser levado da residência e colocado na Rua Pátria, a principal da comunidade, para que a perícia pudesse ser realizada. A ordem para a retirada da vítima teria partido do grupo paramilitar.