Com galerias cheiras, Alerj discute projeto que propõe a soltura de deputados presos em desdobramento da Lava Jato - Maria Luisa de Melo/ Agência O DIA
Com galerias cheiras, Alerj discute projeto que propõe a soltura de deputados presos em desdobramento da Lava JatoMaria Luisa de Melo/ Agência O DIA
Por Maria Luisa de Melo
Rio - Começou na tarde desta terça-feira a discussão em plenário na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) sobre o projeto de resolução que propõe a soltura dos cinco deputados presos em novembro do ano passado, na Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava-Jato.
São necessários pelo menos 36 votos favoráveis ao projeto para que o grupo seja libertado.
Publicidade

Galeria de Fotos

Faixa de protesto é estendida na Alerj em dia de votação de projeto que propõe a soltura de deputados presos em desdobramento da Lava Jato Maria Luisa de Melo/ Agência O DIA
Alerj discute projeto que propõe a soltura de deputados presos em desdobramento da Lava Jato Maria Luisa de Melo/ Agência O DIA
Com galerias cheiras, Alerj discute projeto que propõe a soltura de deputados presos em desdobramento da Lava Jato Maria Luisa de Melo/ Agência O DIA
Com galerias cheiras, Alerj discute projeto que propõe a soltura de deputados presos em desdobramento da Lava Jato Maria Luisa de Melo/ Agência O DIA
Na segunda-feira, os sete deputados membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio anunciaram que o projeto de resolução apresentado nesta terça-feira seria pela libertação dos deputados presos pela Operação Furna da Onça. O grupo foi capturado em novembro do ano passado sob acusação de montar um esquema criminoso na Casa.
Publicidade
Por 5 votos a 2, os integrantes da CCJ decidiram pela formatação de um projeto não apenas pela soltura dos acusados, mas também estendeu a votação para os cinco presos. A decisão da ministra Carmem Lúcia, na semana passada, tratava apenas de três deles.
Assim, os beneficiados podem ser André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Vinicius Neskau (PTB), Marcos Abrahão (Avante) e Chiquinho da Mangueira (MDB), este ultimo cumpre prisão domiciliar.
Publicidade
Ainda de acordo com o texto do projeto, mesmo que seja solto, o quinteto deverá se manter afastado do mandato. Isso porque a posse conferida na cadeia foi suspensa este mês pelo Tribunal de Justiça do Rio. E a Alerj ainda não recorreu.
Quem votou a favor
Publicidade
Os deputados Luiz Paulo (PSDB) e Dr. Serginho (PSL) votaram contra a soltura. Já Márcio Pacheco (PSC), Rodrigo Bacelar (SDD), Max Lemos (MDB), Jorge Felippe Neto (PSD) e Carlos Minc (PSB) votaram a favor da libertação. Agora, cabe ao plenário da Casa decidir pela soltura ou não dos cinco presos. 
Mais de R$ 50 milhões em propinas
Publicidade
Desdobramento da Lava Jato, a Furna da Onça mira um suposto esquema que teria movimentado R$ 54,5 milhões em propinas, entre 2011 e 2014, segundo mandato do governador Sérgio Cabral (MDB).
Inicialmente, foram emitidos dez mandados de prisão. No entanto, parte dos parlamentares já cumpria prisão desde novembro de 2017 por conta da Operação Cadeia Velha.